domingo, 15 de dezembro de 2013

Um Sauvignon Blanc de 1500 metros de altitude...

Montesco Agua de Roca Sauvignon Blanc 2013
Passionate Wine



     Amigos, este é mais um vinho de autor, agora com a assinatura de Matias Michelini, um reconhecido enólogo aqui da Argentina. Este Montesco "Agua de Roca" (100% Sauvignon Blanc) é assim chamado pela característica mineral que possui. Com apenas  9,5% de graduação alcoólica é bastante diferente de tudo que provei em termos de brancos na Argentina.  Mais informações em http://www.passionatewine.com/


Vamos aos fatos.
Cor: com uma coloração quase transparente e pequenos reflexos verdes, um brilho impressionante e excelente limpidez.

Aroma: em nariz é herbácio, notas de maça verde e cítricas, bastante fresco e agradável no aroma.

Boca: em boca é ligeiro e fresco, acidez bastante marcada e cítrico como no aroma. Deixa uma sensação de mineralidade o que dá nome ao vinho Agua de Roca.

Pontuação: 86 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

domingo, 1 de dezembro de 2013

Serie: Vinhos de Autor... ótimo vinho!

Manos Negras - Atrevida 2010
Manos Negras



    Amigos, mais um vinho de autor aqui da Argentina. O projeto Manos Negras está presente na Argentina e no Chile. No Atrevida Malbec temos uma pequena adição de cabernet franc que da um ar de velho mundo ao vinho.

    O nome manos negras é uma homenagem aos homens e mulheres que trabalham a terra para dela extrair as melhores uvas.



Vamos aos fatos.
Cor: de tonalidade bordô intensa com reflexos de vermelho sangue nas bordas, excelente limpidez e brilho. Lágrimas lentas revelando o corpo do vinho.

Aroma: com evidente passagem por madeira, nos revela um aroma com complexidade impressionante. Aroma de frutos maduros com figos e ameixa passa, combinados com notas de chocolate e um toque floral ao final.

Boca: um vinho potente que entra macio e enche a boca. Com adstringencia perfeitamente equilibrada com a acidez e taninos presentes mas moderados. Boa permanência e retrogosto de fruta madura.

Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Vinho e Cordeiro... totalmente excelente!

Mora Negra 2007
Bodega Finca las Moras




   Amigos, esse grande corte da Finca las Moras (Malbec e Bonarda), provém de vinhas antigas da bodega e passa 15 meses por barrica. Este 2007 em teoria está no seu auge e deve ser consumido já.

    Para acompanhar esse gigande nada melhor que uma paleta de cordeiro. Mas como receitas e culinária não são o forte deste blog, recomendo ao blog do meu primo www.puntomenos.com.br daqui eu tiro várias idéias para acompanhar meus melhores vinhos.


Vamos ao que interessa.
Cor: vermelho bordô intenso excelente brilho, grande densidade, um vinho de encher os olhos. Limpidez inmelhorável.

Aroma: este vinho é uma festa para os sentidos, falando de aroma, a passagem por barrica fica evidente nas notas de caramelo, fruta madura, baunilha. Emfim uma complexidade que acredito irá evoluir com o tempo.

Boca: este blend é um vinho de encher a boca, menos denso do que esperava, com entrada doce e final com boa permanência. Adstringencia e taninos moderados, apesar dos 15 meses de barrica é um vinho fácil de beber.

Pontuação:  87 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

domingo, 17 de novembro de 2013

Morgan Stanley: Estudo alerta para risco de escassez mundial de vinho.

A financeira americana Morgan Stanley alertou na quarta-feira (30/10) para a possível escassez mundial de vinho dentro de alguns anos, adiantando que um copo de tinto pode chegar a atingir valores astronómicos.

A produção mundial de vinho atingiu o seu auge em 2004 quando o setor registou um «excesso de 600 milhões de caixas de garrafas», refere o estudo da Morgan Stanley hoje divulgado.
Atualmente há cerca de um milhão de produtores, metade dos quais na Europa, que colocam no mercado 2,8 bilhões de caixas por ano no mercado.
Mas a produção, indica o estudo da Morgan Stanley, está 300 milhões de caixas abaixo da procura anual e que está a crescer, à medida que a nova burguesia russa, chinesa e de outros países emergentes adquiriu o gosto pelos Bordeaux, Rioja e Malbec.
A produção global do setor caiu 5% no ano passado para o seu valor mais baixo desde os anos 1960, devido sobretudo ao mau tempo em frança e na Argentina".
Já a curto prazo, "os “stocks” vão diminuir e o consumo será dominado pelas colheitas dos últimos anos" e, quando chegar a altura de os vinhos de 2012 serem consumidos, assistir-se-á a uma "escassez" de vinho e a um crescimento da procura e dos preços de exportação.
De acordo com o estudo, Austrália, Chile, Argentina, África do Sul e Nova Zelândia são os países "em melhor posição para tirar proveito" desta situação, ao contrário da Europa, uma região produtora mas também fortemente consumidora.

sábado, 16 de novembro de 2013

Vale dos Vinhedos cria marca coletiva de vinhos para contar a história da região

Grandes vinícolas brasileiras se unem para formar a marca “Histórias do Vale” e fortalecer o Vale dos Vinhedos


    Incentivados pela iniciativa de união em torno do fortalecimento do Vale dos Vinhedos, as vinícolas Almaúnica, Casa Valduga, Cavas do Vale, Cooperativa Vinícola Aurora, Dom Cândido, Don Laurindo, Gran Legado, Larentis, Miolo, Peculiare, Terragnolo e Torcello deram vida à marca coletiva “Histórias do Vale”.
    A ação, liderada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), foi aprovada na Assembléia Geral Extraordinária, realizada no dia 4 de novembro. A intenção da medida é fazer com que as marcas de vinho passem a colocar em garrafas e rótulos suas histórias, aromas e sabores para fortalecer o nome do Vale dos Vinhedos.
   Cada vinícola integrante fará um vinho próprio com identidade visual similar para todas as bebidas produzidas, com variações somente em ícones e informações. A produção será limitada, partindo de mil até 20 mil garrafas. Além disso, “Histórias do Vale” será um vinho bastante competitivo, com padrão de qualidade garantido por um grupo de degustadores e preço final fixado em R$ 20.
   Cada rótulo levará consigo o desenho do ícone representativo da vinícola produtora, assim como informações sobre sua história, assinatura de um enólogo responsável e um selo que marca a jornada dos imigrantes italianos na região. “Histórias do Vale é mais do que uma nova marca para nós. Esse projeto representa uma tomada de consciência de nossos associados em prol da união regional”, afirmou o presidente da Aprovale, Juarez Valduga. 

Vinho para o verão que chega!

Sylvestra Malbec 2012
Familia Bressia



Pessoal um vinhozito perfeito para o verão...

Vamos aos fatos
Cor: um vinho com pouca intensidade, algum sedimento (o que desapontou um pouco), com uma tonalidade bordô suave, bem "cara de verão".

Aroma: um vinho onde a fruta é a protagonista, muita ameixa e fruta negra, notas de cravo da india. E um toque de floral que com a ajuda da cor nos lembra algo de flor.

Boca: um vinho macio e fácil de beber. Taninos bastante suaves e pouca adstringencia. Final medio e bastante fruta em boca. Defino este vinho como descomplicado, da vontade de somente encher a taça e olhar o rio Paraná!

Pontuação: 84 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

Vinhos de autor... mais um....

EL Espía Capítulo Primero
Nube Negra Wines




      Amigos, mais um vinho de autor... grande vinho! Veio com a ultima compra que fiz de uma caixa de vinhos de autor. Um vinho do enólogo Eduardo Vidal... gostei e vou buscar mais trabalhos deste enólogo. Não encontrei na internet o que compõe este blend nem estava especificado na garrafa. Eduardo Vidal é o responsável pelos vinhos da Nube Negra, mas ainda não conheço a linha... assim que tiver informações compartinho com os amigos...

Vamos aos fatos
Cor: vermelho grená, bastante límpido com excelente brilho de média intensidade. Lágrimas extremamente lentas, um vinhaço em termos de cor.

Aroma: uma complexidade bastante grande neste vinho. Percebemos notas especiadas como pimenta, madeira e tostado são percebidos mesmo que tímidos a fruta é o que aparece.

Boca: um vinho redondo, entra macio e a fruta explode em boca. Taninos moderados, final prolongado com um agradável dulçor.


Pontuação: 89 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio & Raquel

sábado, 26 de outubro de 2013

Rolha de Cortiça x Rolha Sintética x Screw Cap, qual a melhor?

    Amigos, esta é uma pergunta que sempre me fazem e normalmente se desenvolve um interessante debate ao redor do tema. Sendo assim decidi pesquisar um pouco mais sobre o assunto e compartilhar um pouco de informação com vocês.

    Na minha opinião o que temos hoje contra a tampa de rosca (screw cap) é um preconceito muito forte onde para muitos vinhos ela na verdade é muito mais recomendada que a rolha de cortiça. 
   Vocês sabem qual uma das funções da rolha de cortiça? Além de fechar a grarrafa e manter o precioso liquido dentro a rolha de cortiça tem uma função de micro-oxigenação, ou seja, para vinhos de guarda, que devem ser consumidos depois de 8 ou 10 anos, e por isso necessitam continuar evoluindo em garrafa, a rolha de cortiça tem um papel fundamental.




Curiosidade:

A idéia de empregar a cortiça como rolha é atribuída a Dom Perignon. A cortiça possui qualidades que até agora a tornaram praticamente insubstituível: porosidade, leveza, elasticidade, impermeabilidade e isolamento. Virtudes alcançadas graças ao fato de possuir centenas de células agregadas, com muito ar, em cada centímetro cúbico. Existem diversos tipos de rolhas de cortiça que são empregadas conforme o tipo de vinho. São basicamente cinco os tipos de rolhas: monolítico, granular aglomerado, composto de fatias de cortiça natural e aglomerado, composto de seções de cortiça natural e a de alta tecnologia.
     Agora as, tampas de rosca, ou screw caps, são muito recomendadas para vinhos jovens (brancos, tintos e rosés). Ela impossibilida a entrada de ar e assim protege vinhos jovens que saem da bodega prontos para o seu consumo. Ainda hoje existe muito preconceito para com este tipo de fechamento, mas garanto aos amigos que alguns dos melhores brancos e rosés que provei tinham este tipo de tampa!


Uma pequena nota sobre as rolhas sintéticas.

    Atualmente alguns vinhos, normalmente jovens, são tampados com rolhas de polietileno. Essas rolhas têm um coeficiente de permeabilidade maior que ao da cortiça, mas são pouco elásticas proporcionando uma vedação menos adequada. Possuem, no entanto a seu favor o baixo custo e impossibilidade do “sabor de rolha”. Particularmente não acho muito atrativo este tipo de rolha. Ela não possui o charme de abrir um vinho com uma rolha de cortiça, mas para vinhos jovens não tem nenhuma influência no sabor e aroma do vinho.



     Sendo assim, respondendo a pergunta inicial: Rolha de Cortiça x Rolha Sintética x Screw Cap, qual a melhor? Para mim cada uma tem seu espaço e sua aplicação. O que vai definir o fechamento é o que o enólogo busca para seu vinho.

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

terça-feira, 22 de outubro de 2013

22/10 Dia do Enólogo no Brasil

     Hoje 22/10 é o dia do enólogo. Deixo aqui meus sinceros parabéns a estes profissionais que trabalham muito para que possamos desfrutar desta bebida tão complexa e maravilhosa.
 
 
 
     Uma definição formal para o enólogo que encontrei é:
 
O Enólogo é um profissional com características definidas, dentro do perfil ocupacional da indústria, e para as tarefas de coordenação, supervisão e execução, sendo responsável pela produção e por todos os aspectos relacionados com o produto final desejado, como o vinho, espumante, suco, brandy ou graspa. Muitas vezes, o enólogo exerce também funções de vendedor e assume a parte de marketing relacionado com o produto que vende. A degustação de vinhos no processo de elaboração e no produto final, são fundamentais para o Enólogo, pois é nestas etapas, que são avaliados as características fisico-químicas que o vinho possui, ou poderá possuir. Desta forma, o profissional é capaz de decidir quais escolhas devem ser tomadas para melhorar o produto.
 
    É uma bela definição, mas para mim é mais simples: Enólogos são artistas onde a matéria-prima é a uva, que está viva, se fermenta para chegar ao estado de obra prima! Mas se não apreciarmos logo pode se deteriorar...
 
    Na categoria de enófilo deixo aqui minha homenagem, acredito que a frase abaixo ilustra bem a diferença de um enólogo e enófilo.
 
“Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho” (de Luiz Groff).
 
Saludos e bons vinhos!
Alexandre Frio

sábado, 12 de outubro de 2013

Mais um de Cafayate!

Altos de San Isidro Reserve Barbera - 2010
Bodega Herrero Cerezo

 




      Amigos, mais um vinho de altitude no Entre Vinos y Charlas. Tenho provado muitos vinhos de Salta, província ao norte da Argentina, onde alguns dos melhores vinhos estão sendo produzidos, na minha opinião. Este Altos de San Isidro, com uvas cultivadas a 1750 m de altitude, expressa bem o terroir da região, mesmo sendo uma cepa não muito difundida na Argentina, a Barbera. 
   Abaixo algumas informações sobre o vinho, mais detalhes sobre a bodega em www.bodegaherrerocerezo.com.ar

Proveniente de un lote de 20 acres plantado en 1970 que arroja 5 toneladas por acre. Enfriado durante 2 días y fermentado a 28°C para conseguir una textura suave y sedosa. Añejado en roble francés durante 10 meses, 30% nuevo.

Cor: vermelho bordo, intensidade media, lagrimas ligeiras excelente brilho e limpidez.

Aroma: frutos maduros, ameixa passa, figos em calda, notas especiadas.

Boca: entrada doce e macia, taninos maduros, grande vivacidade, final redondo com permanência muito boa.


Pontuação: 86 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estréia no blog o primeiro Orgânico

Palo Alto Reserva Blend Orgânico 2010
Palo Alto Winery





      Amigos, este é o primeiro vinho orgânico que vamos postar aqui no Vinos y Charlas. Os vinhos orgânicos estão cada vez mais na moda. Embora não tenhamos um consenso nem uma definição do que é um vinho orgânico (pelo menos desconheço), entendo por vinho orgânico aquele que é produzido por uvas cultivadas sem defensivos ou aditivos agrícolas químicos. Neste blend composto por: Shiraz 50% | Merlot 43% | Cabernet Sauvignon 7%, encontramos uma combinação muito interessante.
Cor: vermelho bordô com reflexos violáceos muito brilhante, de densidade média e ótima limpidez.

Aroma: notas especiadas e tostadas, aroma a madeira molhada ou couro, algo de fruta no final, bastante complexo. 

Boca: a fruta se apresenta muito bem em boca (melhor que no aroma), taninos moderados, boa permanência.


Pontuação: 86 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

domingo, 6 de outubro de 2013

Novo filme sobre Bordeaux deixou produtores desconfiados.

Donos de Châteaux ficaram reticentes diante do projeto do filme Red Obsession, que tem Russell Crowe como narrador.


Durante 14 meses, no período de lançamento das safras 2009 e 2011 de Bordeaux, os produtores do filme Red Obsession (Obsessão Vermelha) gravaram as cenas do documentário que mostra a relação do mercado chinês com os produtores bordaleses.

Ele é narrado pelo ator Russell Crowe e mostra entrevistas com alguns dos principais Châteaux da região sobre o consumo na China. Apesar da produção digna de Hollywood, Warwick Ross, produtor do filme, diz que os produtores foram relutantes em conceder as entrevistas.

“Latour foi muito difícil. Outros tenderam a ser ‘escorregadios’, muito profissionais e muito chatos no primeiro encontro. Somente depois de entrevistarmos duas ou três vezes que relaxaram para nos contar o que queríamos”, disse Ross. Segundo ele, esse comportamento se deveu à lembrança que eles tinham do documentário Mondovino, que não deixou boas impressões na região. “Eles achavam que era um Mondovino parte 2”, conta.

Por fim, o filme Red Obsession apresenta figuras emblemáticas de Bordeaux como Paul Pontalier, do Château Margaux, e Christian Moueix, do Château Pétrus, além de um bilionário chinês que se tornou colecionador de vinhos. Ele foi escolhido como um dos melhores longas-metragens do Festival Internacional da Uva e do Vinho Oenovideo 2013 e agora está sendo lançado na Austrália e Estados Unidos, em poucos lugares.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais um Malbec para coleção!

Laderas de Los Andes Malbec 2007
Bodegas Laderas de Los Andes



      Amigos, este é um vinho que descobri a pouco aqui em Rosario em uma Vinoteca que vende alguns vinhos de autor. Muito boa relação custo benefício (pelo menos aqui na Argentina). Não encontrei na internet muita informação sobre a Bodega mas quem puder provar recomendo.
Cor: vermelho violáceo intenso, com boa densidade e bastante brilho e limpidez apesar dos 6 anos.

Aroma: notas de anis, com ameixa passa também presente, a madeira não é evidente mas deixas sua marca no aroma especiado. A evolução é percebida no aroma quando ganha complexidade.

Boca: entrada doce, taninos moderados, um vinho macio e com fruta e complexidade em boca. Podemos perceber a evolução em boca.

Pontuação: 85 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

Vinho degustado em família!

Miolo Lote 43 - 2011
Miolo Wine Group




      Amigos, este vinho é bastante especial pois foi degustado na compania do meu pai e de minha família. Em abril estivemos visitando o vale dos vinhedos em Bento Gonçalves e passando pela Vinícola Miolo meu pai teve a oportunidade de provar este vinho, e de tanto que gostou cometeu uma pequena estravagância e comprou uma caixa. Degustamos o mesmo em Junho, e entendemos que temos o vinho tem um potencial de envelhecimento e evolução que vamos ir provando a cada ano uma destas garrafas e ver como evolui.




Abaixo um pouco de história sobre este ícone do vinho Brasileiro:



O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família, que chegou ao Sul do Brasil no ano de 1897, na região em que hoje está localizado o belo Vale dos Vinhedos. O vinho leva o nome da terra recebida pelo imigrante na época. Sua elaboração adapta o conceito do "cru", que se refere ao pedaço especial de terra cultivada com um vinhedo dentro de uma área de denominação de origem controlada, ao Lote 43 em relação ao Vale dos Vinhedos, reconhecimento por elaborar vinhos de excelente qualidade.
Este espaço chamado de Lote 43 reflete o conceito do terroir a perfeita combinação entre solo, o clima, a casta e o homem. Nele foram cultivadas as uvas utilizadas na elaboração deste vinho.
O Miolo Lote 43 é produzido com os vinhos Merlot e Cabernet Sauvignon, reunidos em um corte harmônico selecionados pelo enólogo da família, Adriano Miolo.
Envelhecido em barricas novas de carvalho Francês e americano, o vinho repousa nas cavas subterrâneas da Vinicola Miolo, no Vale dos Vinhedos. A produção deste vinho é limitada e todas as garrafas são numeradas.
Utilizando-se das melhores tecnologias de produção, a Miolo, através do Lote 43, lança seu "ícone", e ao mesmo tempo ajuda a consolidar a imagem do Brasil como produtor de vinhos de alta qualidade.
Vamos aos fatos:

Cor: vermelho rubi intenso, com uma presença de lagrimas lentas e em grande quantidade. Linha d'água não muito evidente e um vermelho vivo na borda denunciando a juventude.

Aroma: fruta madura, notas de defumado e pão tostado, caramelo e açúcar queimado, uma grande complexidade de aromas, e muito chamativo ao olfato.

Boca: ataque doce e amável, com grande vivacidade. A fruta se expressa muito bem em boca e tem uma permanência impressionante.


Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio e família!

100 vinhos Argentinos mais vendidos no mundo em 2013.

     Amigos, depois de um mês de setembro um pouco longe do blog (não longe dos vinhos), vamos retomar com força nosso blog neste mês de outubro, onde o Entre Vinos y Charlas completa 1 ano na web. Começamos com a notícia dos 100 vinhos Argentinos mais vendidos no mundo.
      A lista abaixo mostra o ranking dos 100 rótulos de maior êxito comercial no exterior, bem como o valor das vendas em milhares de dólares.



      O Instituto Nacional Vitivinícola da Argentina (INV)  divulgou dados sobre as exportações de vinho na primeira metade de 2013. Comparando com o mesmo período do ano anterior, aconteceu uma importante queda de 22% em valor do que foi exportado. Mesmo assim, as mais de 2.100 marcas de vinhos comercializadas geraram um valor de vendas no exterior de US$268 milhões.

Fonte: Area del vino

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Decanter de Espumante??

    Amigos depois de ler em dois blogs (Além do Vinho e Vinho sem Frescuras) sobre este tal "Decanter de espumantes", senti que poderia e deveria dar minha opinião. Segue abaixo texto (copiado) que explica o funcionamento do dito decanter:

“Estranho para uns, polêmico para outros, inútil para terceiros. Mas ele existe, sim. E é usado como na foto acima. Utiliza-se um decanter para aumentar a área de oxigenação, assim “arrumamos” um vinho que se encontra fechado e com redução de oxigênio por longo tempo. Vinhos tranquilos, brancos e tintos com mais de 05 anos de garrafa, sempre é recomendável a utilização deste auxiliar no serviço do vinho.
No champagne muito antigo visa-se o mesmo efeito. Não é para perder as bolinhas, o famoso perlage ou colar de pérolas, mas sim dar um medido “susto” de oxigenação no champagne que se encontra fechado tem tempo.
Uns podem achar estranho outros um sacrilégio, mas é usado ainda na França.
Tanto é verdade que a empresa Riedel, mestra e única na arte de fabricar taças e decanter para os vinhos já produziu um especialmente para estes casos.” (ver abaixo)

  
      Resumo da missa: acho que fazer isso com um espumante é simplesmente remover as características que ele possui. Um espumante tem nas borbulhas (gás carbônico) seu charme de vários séculos... Muito estudo e trabalho foi desenvolvido para ser estragado assim. Mas cada um sabe de si.

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio


domingo, 1 de setembro de 2013

100 seguidores no Facebook!

      Amigos, muito obrigado por aqueles que ajudaram a chegar aos 100 seguidores na pagina do Facebook do Entre Vinos y Charlas... Para quem ainda não conhece, segue o link:  http://www.facebook.com/EntreVinosYCharlas



Saludos e bons vinhos
Alexandre frio

sábado, 31 de agosto de 2013

Un grande regalo de un grande amigo!

Clos de los Siete  2006



          Amigos, este é um grande vinho Argentino com a assinatura do reconhecido Michel Rolland. Esta garrafa em particular tem um significado especial para mim pois foi presente de um amigo que estimo muito, e que me ajudou e direcionou bastante quando comecei a me interessar mais pelo mundo dos vinhos. Amigo Ademir Brum, muchas gracias pelo regalo, que tenho na minha adega a pelo menos 3 anos e resolvi abrir hoje. Só seria melhor momento se o amigo estivesse comigo, o vinho está redondo... no auge.

             Falando um pouco da vinícola, ela está estritamente ligada ao enólogo Michel Rolland, assessor desde há vários anos de prestigiosas vinícolas em todo o mundo, e nasce verdadeiramente em 1998 a Clos de los Siete. Com o impulso de Michel Rolland foi possível reunir um grupo de parceiros franceses, famílias já ligadas ao vinho, cujos nomes são inseparáveis de Los Gran Crus mais renomados no plano internacional. Mais informação no site: http://www.clos7.com.ar

Vamos aos fatos:

Cor: um vermelho grená de média intensidade, muito brilhante sem nenhum sinal de envelhecimento na cor. Lagrimas lentas denunciando o corpo.

Aroma: um vinho com bastante complexidade de aromas, madeira presente em notas de café, pimenta vermelha, notas de fruta negras passas. Necessita um tempo de copo ou decanter para liberar o alcool (15%).

Boca: ataque extremamente amável, taninos fortes, adstringencia equilibrade e grande vivacidade. A fruta se expressa em boca mais que em nariz.

Harmonia: um vinho extremamente equilibrado. O que vimos em termos de aspecto visual, aroma se completa em boca. Um grande vinho.

Pontuação: 94 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio e Raquel

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Neve nos vinhedos do sul do Brasil

20 municípios da Serra Gaúcha estiveram sob neve, inclusive vários produtores de uvas e vinhos
 Os vinhedos da Mioranza.

As temperaturas seguiam baixas há vários dias nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, mas as chuvas dos últimos dias - que elevaram o nível dos rios e deixaram desabrigados em várias cidades - também trouxeram uma nova ocorrência climática: a neve.


Desde o final da noite de segunda-feira muitos municípios da Serra Gaúcha estão sob a neve que chega, inclusive, a prejudicar o trânsito em algumas cidades.


No entanto, em locais de grande afluxo turístico como Gramado, Canela e Caxias do Sul, não há o que reclamar. E mesmo nas cidades onde a produção de uvas e vinhos é intensa, como Flores da Cunha e Pinto Bandeira, por exemplo, a neve é bem vinda, uma vez que as videiras ainda estão em dormência.


Vinícola Ravanello - Gramado


sábado, 17 de agosto de 2013

Brunello Di Montalcino...

Fanti San Filippo Brunello di Montalcino 2008


     Amigos este grande vinho foi adquirido em uma viagem a Itália (relembrem aqui). Depois de algum tempo na adega resolvi que era hora de tomar. Posso afirmar que foi uma experiência muito boa.

Abaixo um pouco de história sobre os Brunellos:
O Brunello di Montalcino é um vinho tinto classificado como DOCG (Denominação de origem controlada e garantida) produzido na região da Toscana, território da comuna de Montalcino, província de Siena, Itália. O Brunello di Montalcino pode ser considerado, junto com os Barolos, o vinho tinto italiano dotado de maior longevidade além de ser o primeiro vinho italiano a receber a certificação DOCG. São produzidos cerca de 70 000 hectolitros/ano.
 Ao fim da segunda metade de 1800 o vinho mais conhecido e apreciado nessa região era um vinho branco doce, o Moscadello di Montalcino. Foi nesse período que Clemente Santi começou a estudar o potencial de uma variedade da uva Sangiovese, a Sangiovese grosso, localmente chamado da Brunello por causa de sua cor particularmente escura.Por volta de 1860 o neto de Clemente, Ferrucio Biondi-Santi (filho de Jacopo Biondi e Caterina Santi), iniciou a produção de um vinho tinto que imediatamente se mostrou de excelente qualidade.Todavia, o Brunello permaneceu por muitos anos como um vinho conhecido e apreciado apenas nos entornos da zona de produção, razão do elevado preço de venda.Foi depois de 1950 que a fama do Brunello di Montalcino passou para o resto da Itália e para o mundo.
Vamos aos fatos:

Cor: vermelho rubi de média intensidade, um brilho e limpidez que impressionam.

Aroma: um vinho com grande complexidade de aromas, podemos encontrar ameixa madura quase que passa, notas de especiarias e uma presença interessante de notas lácticas.

Boca: ataque doce e amável, um vinho vivo com acidez marcada, taninos moderados e bastante adstringente. Em boca a fruta se mostra mais presente, bom corpo e excelente permanência.

Harmonia: uma harmonia quase perfeita entre potência e doçura. um grande vinho!

Pontuação: 94 pts

Saludos e bons vinhos!

Degustado por: Alexandre Frio