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sábado, 25 de abril de 2015

Top Ten Expovinis 2015: divulgados os melhores vinhos da feira!


    
    Com um júri formado por importantes profissionais do mundo do vinho, saiu o resultado final nas 10 categorais da Expovinis 2015.

    O júri foi formado por: o sommelier chileno Héctor Riquelme e Manoel Beato, sommelier-chefe do grupo Fasano, além dos experts Celito Guerra (Embrapa-RS), Jorge Carrara (revista Prazeres da Mesa e site Basilico), José Luiz Borges Alvin (ABS-SP), José Luiz Pagliari (SENAC-SP), José Maria Santana (revista Gosto), Márcio Oliveira (Site Vinotícias), Mario Telles Junior (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Roberto Gerosa (Blog do Vinho) e Tiago Locatelli (sommelier do grupo Varanda), esteve reunido durante 2 dias para escolher os melhores vinhos do ExpoVinis Brasil. 

   Dentre os premiados já tive o prazer de provar dois:  Aracuri Brut Chardonnay 2013, eleito melhor espumante nacional e o Valmarino Cabernet Franc Ano XVIII 2012, vencedor nos tintos nacionais.

   Segue o resultado final das 10 categorias do concurso:

Espumante Nacional
Vinho: Aracuri Brut Chardonnay 2013
Produtor: Aracuri Vinhos Finos (Produtor)

Espumante Importado
Vinho: Champagne Georges de la Chapelle Nostalgie
Produtor: Georges de la Chapelle

Branco Nacional
Vinho: Vigneto Sauvignon Blanc 2014
Produtor: Vinícola Pericó

Branco Importado
Vinho: Terroir Selection Sauvignon Blanc Gran Reserva 2014
Importador: Bodegas de Los Andes Comércio de Vinhos

Rosado
Vinho: Saint Sidoide Côte de Provence Rosé 2014
Produtor: Cellier Saint Sidoine

Tinto Nacional
Vinho: Valmarino Cabernet Franc Ano XVIII 2012
Produtor: Vinícola Valmarino

Tinto Novo Mundo 
Vinho: Renacer Malbec 2011
Produtor: Bodega y Viñedos Renacer

Tinto Velho Mundo - Península Ibérica
Vinho: Pêra Grave Reserva Tinto 2011
Importador: Luxury Drinks Portugal

Tinto Velho Mundo
Vinho: A Sirio Rosso IGT 2007
Produtor: Azienda Agrícola Sangervasio

Fortificado e Doce
Vinho: Alambre Moscatel de Setúbal 20 anos José Maria da Fonseca
Importador: Decanter

Saludos e Bons Vinhos
Alexandre Frio

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Degustação Vinhos da Aracurí - Campos de Cima da Serra

Amigos,

Na ultima terça-feira, tive o privilégio de participar de uma degustação da vinícola Aracurí. O evento ocorreu na cidade de Montenegro, e teve organização do meu amigo e enófilo José Castro Pinto ( Zezé).

Nesta oportunidade a enóloga da Aracurí, Paula Guerra Schenato, nos apresentou a linha completa da vinícola e tivemos a oportunidade de degustar 7 vinhos, sendo eles: 2 espumantes (um produzido pelo método charmat e outro champanoise), 2 brancos e 3 tintos. 

Espumantes:

O primeiro espumante degustado foi um charmat feito 100% de Chardonay, bastante equilibrado e fresco
Logo após um excelente Blanc de Noir feito 100% de Pinot Noir vinificado em branco pelo método tradicional, uma surpresa muito interessante



Brancos:

O primeiro Chardonay se apresentou com uma doçura impressionante e com um toque de madeira que conferiu um charme especial ao vinho.
O Sauvignon Blanc com muita expressão do varietal diferente de tudo que provei em termos de Sauvignon Blanc nacionais, uma mineralidade no paladar e aromas herbáceos.




Tintos

Dentro dos tintos destaco o Collector, um cabernet sauvignon com passagem em barrica (12 meses 70% do volume) e boa acidez, mostra potencial de guarda mas já está em ótimo estado de evolução.




A vinícola Aracurí fica no município de Muitos Capões (próximo a cidade de Vacaria) nos Campos de Cima da Serra e possui atualmente 10 hectares plantados a uma altitude de 960 metros sobre o nível do mar.

Esse novo terroir brasileiro me surpreendeu e acredito que temos uma grande promessa para vinhos de guarda, devido a alta acidez obtida nos vinhos desta região. Recomendo aos enófilos de plantão buscarem vinhos desta região, é muito diferente do que estamos acostumados das outras regiões do Brasil.

Mais informações sobre os vinhos e sobre a vinícola no site: http://www.aracuri.com.br/


Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vinho degustado em família!

Miolo Lote 43 - 2011
Miolo Wine Group




      Amigos, este vinho é bastante especial pois foi degustado na compania do meu pai e de minha família. Em abril estivemos visitando o vale dos vinhedos em Bento Gonçalves e passando pela Vinícola Miolo meu pai teve a oportunidade de provar este vinho, e de tanto que gostou cometeu uma pequena estravagância e comprou uma caixa. Degustamos o mesmo em Junho, e entendemos que temos o vinho tem um potencial de envelhecimento e evolução que vamos ir provando a cada ano uma destas garrafas e ver como evolui.




Abaixo um pouco de história sobre este ícone do vinho Brasileiro:



O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família, que chegou ao Sul do Brasil no ano de 1897, na região em que hoje está localizado o belo Vale dos Vinhedos. O vinho leva o nome da terra recebida pelo imigrante na época. Sua elaboração adapta o conceito do "cru", que se refere ao pedaço especial de terra cultivada com um vinhedo dentro de uma área de denominação de origem controlada, ao Lote 43 em relação ao Vale dos Vinhedos, reconhecimento por elaborar vinhos de excelente qualidade.
Este espaço chamado de Lote 43 reflete o conceito do terroir a perfeita combinação entre solo, o clima, a casta e o homem. Nele foram cultivadas as uvas utilizadas na elaboração deste vinho.
O Miolo Lote 43 é produzido com os vinhos Merlot e Cabernet Sauvignon, reunidos em um corte harmônico selecionados pelo enólogo da família, Adriano Miolo.
Envelhecido em barricas novas de carvalho Francês e americano, o vinho repousa nas cavas subterrâneas da Vinicola Miolo, no Vale dos Vinhedos. A produção deste vinho é limitada e todas as garrafas são numeradas.
Utilizando-se das melhores tecnologias de produção, a Miolo, através do Lote 43, lança seu "ícone", e ao mesmo tempo ajuda a consolidar a imagem do Brasil como produtor de vinhos de alta qualidade.
Vamos aos fatos:

Cor: vermelho rubi intenso, com uma presença de lagrimas lentas e em grande quantidade. Linha d'água não muito evidente e um vermelho vivo na borda denunciando a juventude.

Aroma: fruta madura, notas de defumado e pão tostado, caramelo e açúcar queimado, uma grande complexidade de aromas, e muito chamativo ao olfato.

Boca: ataque doce e amável, com grande vivacidade. A fruta se expressa muito bem em boca e tem uma permanência impressionante.


Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio e família!

sábado, 18 de maio de 2013

Mais um vinho Brasileiro...

Milantino Ancellotta 2006
Vinícola Milantino





      Amigos, este vinho que decidi beber com um pouco mais de atenção é um velho conhecido meu, sempre admirei muito a forma como esta vinícola trata seus vinhos, trabalhando sempre com vinhos longevos mostrando que a Serra Gaúcha pode mostrar o potencial de envelhecimento e evolução nos seus vinhos. Outro motivador para esta minha degustação foi o amigo Luciano Santos que outro dia provou e gostou muito do vinho...
        No site da vinícola você encontra mais informações sobre os vinhos produzidos, bem como uma loja virtual: http://www.milantino.com.br/, bom vamos aos fatos.
    
Cor: vermelho rubi de média intensidade, boa limpidez na taça. Demonstra a idade que tem nos resíduos da garrafa e o leve tom alaranjado nas bordas.

Aroma: muito complexo em seus aromas, a presença da fruta madura é bastante evidente, ameixa. A madeira está presente, também tem notas de cravo da índia.

Boca: ataque doce e suave, um vinho bastante vivo com a acidez agradável bem marcada. Ótima permanência em final de boca, também um leve amargo no final.

Harmonia: aroma e boca bem equilibrados e complementares, a fruta do aroma cresce na boca..

Pontuação: 88 pts

Saludos e bons vinhos!

Degustado por: Alexandre & Raquel




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Estréia... vinhos de sobremesa!

Vinho Branco Licoroso Doce
Vinícola Perini



   Amigos, este vinho doce ganhei de presente do meu primo Tiago Daltoé que além de grande apreciador de vinhos é também um bom cozinheiro e para sobreviver faz um bico como médico! Fica minha sugestão para o seu blog de culinária: www.puntomenos.blogspot.com
  Ele me presenteou este vinho no ultimo natal e estou me ensaiando a tempos para postar este vinho de sobremesa (modalidade de vinhos que pouco me aventurei até hoje). Quando me "regalou" o vinho me disse: "...esse é para estreiar os vinhos de sobremesa no teu blog", bom aqui estamos.
  Esta estréia de vinhos de sobremesa já começa em grande estilo, pois este vinho foi premiado em um concurso internacional como um dos 10 melhores vinhos do mundo na sua categoria, veja abaixo a notícia e mais infomações no site da Casa Perini:
http://www.vinicolaperini.com.br/loja/Noticias/Arquivo/7/2012/Pagina/2




"Vinho licoroso da Perini ganha medalha de ouro e fica entre os 10 melhores moscatéis do mundo

O vinho branco Perini Licoroso ganhou a única medalha de ouro do Brasil na 11ª edição do Concurso Internacional Muscat du Monde, realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho em Frontignan La Peyrade, no Sul da França. O rótulo da Vinícola Perini ainda foi listado entre os 10 melhores moscatéis do mundo. “É um reconhecimento e tanto para a Perini neste que é o mais prestigiado concurso de avaliação de rótulos moscatéis de todo o mundo”, avalia o diretor-presidente da vinícola, Benildo Perini.

O moscatel Perini Aquarela, elaborado pelo método Asti, conquistou a medalha de prata, ao lado de outros quatro rótulos brasileiros.  O concurso organizado pelo Fórum de Enologia foi disputado por 210 vinhos de 23 países. O júri de 55 especialistas de diversas nacionalidades, sendo 45% franceses, conferiu medalhas a apenas 33% dos rótulos inscritos. Foram 25 medalhas de ouro e 49 de prata entregues aos participantes.
Terra do moscatel

Farroupilha, na Serra Gaúcha, ao lado de Caxias do Sul, é o maior produtor de uvas moscatéis do País. Conforme dados da safra de 2011 da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), foram produzidos 7,7 milhões de quilos de moscato branco no município, perfazendo 46% do total do Rio Grande do Sul, que somou 16,7 milhões de quilos. Segundo o presidente da Afavin, Tiago Tonini, na safra de 2010, Farroupilha produziu 3,6 milhões de quilos de moscato branco, 42% do total gaúcho, que foi de 8,5 milhões de quilos na safra passada. Em parceria com a Embrapa Uva e Vinho, a Afavin e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) buscam a Indicação Geográfica (IG) dos vinhos da região, tendo em vista especialmente a produção de espumantes e vinhos moscatéis. Em 2008, a entidade deu a largada em estudos para delimitação do território da IG."

Cor: de uma amarelo dourado muito vivo e com uma limpidez e brilho impressionantes.

Aroma: aroma de flores, mel e fruta como melão e butiá. Um toque de abacaxi em calda, um verdadeiro festival para os sentidos.

Boca: um vinho suave apesar dos seus 16,5% de alcool, com uma doçura que enche a boca mas não chega a ser repunante. Excelente sobremesa depois de um almoço com carne ao forno.

Percepção: um vinho ótimo na sua categoria de sobremesa, como mencionei anteriormente não tenho grande experiência na área dos vinhos licorosos, mas tenho a legítima impressão que comecei com o pé direito e espero ter sido justo nesta avaliação.

Preço/onde comprar: como recebi de presente o vinho desconheço o preço (e nem fui pesquisar) mas com certeza se encontra facilmente nos melhores supermercados e vinotecas do Brasil, além claro na própria vinícola.

Degustado por: Alexandre & Raquel

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Malbec Gaúcho??

Don Laurindo Reserva Malbec 2006
Vinícola Don Laurindo



   Buenas!! Amigos depois de algum tempo sem postar vinhos degustados aqui no blog (muitas viagens de trabalho), volto a rotina de degustação e hoje com um bom vinho Gaúcho-Brasileiro. 
   Algo que gostaria de mencionar aqui que neste dia não abri somente este Don Laurindo, minha tentativa inicial foi um Casa Valduga Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2007, mas para minha infeliz surpresa o vinho estava completamente oxidado, simplesmente impossível de tomar. Não desisti, abri este Laurindo 2006 cheio de medo de mais uma decepção, mas para minha feliz surpresa o vinho estava bom, muito bom na verdade. Não quero abrir aqui a polêmica sobre os vinhos Gaúchos de guarda, mas a verdade é que temos muito terreno que cobrir neste ponto da vitivinicultura Gaúcha. Abraço e bons vinhos...

Cor: vermelho violáceo, com reflexos rubi nas bordas... não denuncia a idade que tem pela cor!

Aroma: muita fruta no seu aroma, notas de tabaco e madeira bastante presentes.

Boca: com menos corpo que os tradicionais Malbecs Argentinos, mas mesmo assim com boa permanência, adstringência moderada, um bom equilíbrio entre acidez e doçura.

Percepção: um vinho muito bom, e minha avaliação de baseia no tempo que este vinho levou na minha adega, Normalmente já deveria estar na curva descendente da qualidade, mas  não pude perceber neste vinho.

Preço/onde comprar: paguei aproximadamente R$35,00 na época (faz uns 3 ou 4 anos já) e acredito que hoje esteja mais caro, o que não acho justo, mas o mercado de vinhos no Brasil é assim que podemos fazer?!?

Degustado por: Alexandre

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Descoberta de Flores da Cunha

Salvattore Cabernet Sauvignon 2005
Vinícola Salvador - Flores da Cunha, RS

    Como diz o título deste post, uma Descoberta de Flores da Cunha! Já ouvi falar bastante sobre os vinhos dos Altos Montes da região de Flores da Cunha, por amigos revistas etc... Mas a verdade é que experimentei poucos vinhos da região até hoje, e nos poucos que tomei, a maioria não me chamou a atenção. Mas este vinho me surpreendeu positivamente e digo porque: como poderão perceber no tópico preço/onde comprar esse vinho eu não comprei e sim ganhei de um amigo de São Sebastião do Cai, o "Fera" como é conhecido, também conhecido por poucos como Alexandre Oderich.
   Em uma das nossa noites de "degustação moderada" de vinhos, já a quase um ano atrás ao final este meu "tocaio" me presenteou com esse vinho e deu uma garrafa para outro amigo nosso o Zezé (que logo vão ouvir falar dele aqui nesse blog) que honestamente não lembro qual era a história por trás das garrafas (mas tinha uma história).
   Guardei esse vinho por um bom tempo e resolvi ver o que essa garrafa estava escondendo... resultado foi um belo vinho muito fácil de tomar e com sabor que mostrava estar no auge da sua evolução.
Cor: vermelho telha, bem puxado ao marrom, com uma coroa alaranjada bem evidente da sua idade....
Aroma: intenso de frutas negras passas, pimentas, notas de madeira e tabaco, com final adocicado de frutas cristalizadas, e como muito bem relatou a Raquel um aroma de chocolate meio amargo.
Boca: macio no início, com final de boca muito bom (difícil de descrever na verdade), adstringência moderada, e notas doces muito presentes como no aroma. Acompanhou bem uma carne e depois do almoço pela sua doçura podemos continuar degustando sem sentir falta do acompanhamento.
Percepção: Está entre bom e muito bom, e por ser um vinho já de certa idade da Serra Gaúcha surpreendeu por sua alta qualidade mesmo com o passar dos anos.
Preço/onde comprar: este vinho não sei quanto custou pois foi presente como comentei anteriormente, mas encontrei na internet em um site a safra 2010 por R$24,00. Muito justo o preço se o nível for do 2005. O preço foi encontrado no site Vinhos & Sabores.

Degustado por: Alexandre Frio e Raquel Wichrowski