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domingo, 10 de agosto de 2014

Viagem à França: Champagne parte 02 – Mercier

Amigos, deixei por um bom tempo de lado a continuação dos posts sobre a minha viagem à França em Abril. Vamos retomar, continunando na Chamapgne, agora falando sobre a visita à Mercier. Espero que gostem!


     Continuando nossa jornada pela Champagne estivemos visitando a Mercier, outra famosa casa de champagnes. A visita é feita em um pequeno trem, o que veio muito em boa hora pois estávamos já um pouco cansados.




      Antes de falar da Mercier, vale a pena lembrar que o champagne para poder ser chamado assim precisa de algumas coisas, entre elas: ser feito apenas de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonay. Deve ser proveniente de vinhedos da região de champagne e deve obrigatoriamente ser feito pelo método chapanoise (ou tradicional) onde a segunda ferementação é na garrafa. Vou falar mais sobre a região do champagne e as normas para sua produção mais a frente em outro post.

    Voltando a Mercier, uma particularidade desta casa é a história do seu fundador Eugène Mercier, um homem a frente de seu tempo, que sempre buscou fazer com que sua marca se destacasse. Em 1889 Eugène levou para a exposição de Paris sua barrica com capacidade de 215.000 litros/garrafas a qual sua idéia era poder produzir champagne a volumes que pudessem ser acessíveis aos cidadãos comuns e é claro para fazer um bom marketing. 


   Fizemos a degustação de 3 espumantes todos muito bons e trouxemos para casa um espumante da linha tradicional (não vintage).


O que são champagnes vintage?
    
    Os chapagnes não vintage são mesclas de diversas parcelas ou Crus (vou explicar em outro post o que são os Crus) onde se busca manter o mesmo nível de qualidade todos os anos, ou seja, buscam padronização. Os Vintages por sua vez são feitos somente com uvas colhidas no ano que indica a garrafa. Sempre são anos excepecionais onde se pode fazer um champagne diferenciado e com grande capacidade de guarda.

Foi mais uma excelente experiência no mundo do Chapagne.

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viagem a França: Champagne parte 01 – Möet & Chandon

Amigos,

   Depois de um início de ano onde tive pouco tempo para dedicar para o Blog, retorno com algumas novidades. Quando escrevi este post estava no TGV (trem de alta velocidade da França) rumo a Paris terminando minha viagem por duas das regiões vinícolas mais importantes do mundo: a Champanhe e a Borgonha (ou Champagne e Bourgogne). Estive nestas duas regiões no final de Abril onde pude experimentar vinhos e champagnes espetaculares além de conhecer vinìcolas centenárias. Por isso o Entre Vinos y Charlas vai relatar também alguns detalhes da viagem que estão intimamente ligados com o vinho.

   Vamos começar com a Champagne, e nossa visita a Möet & Chandon.
   
  Saímos de Reims (capital da Champagne) e fomos para Epernay onde se diz ser a capital do Champagne (da bebida). Epernay uma cidade pequena que respira champagne, a principal avenida da cidade não poderia se chamar nada menos que Avenue de Champagne.



    Chegamos na Möet & Chandon as 11:00 para o tour e podemos conhecer detalhes desta casa:
Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris. O reinado de Luis XV coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVIII, já estava exportando a bebida para toda a Europa e Estados Unidos. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte. O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832, e a outra metade a seu filho, Victor Moët.



    Na visita podemos conhecer os quilômetros de caves da Möet que ajudam a formar os mais de 100 km de caves existentes em Epernay.




   Agora partindo para o que interessa, fizemos a visita com direito a degustação dos champagnes vintage 2004 da Möet & Chandon. Posso dizer que é simplesmente espetacular. A riqueza de aromas destes champagnes é incrível, e são servidos a uma temperatura de aproximadamente 12 °C que nos permitiu desfrutar ao máximo esta bebida.






Os champagnes vintage somente são produzidos em anos excepcionais, onde que o 2004 passou 7 anos em garrafa descansando nos quilômetros de caves de Epernay. Este espumante tem um potencial de guarda (sempre que armazenado nas condições ideais) de aproximadamente 20 anos.

Curiosidade: a Möet & Chandon é proprietária da marca Don Perignón (foto abaixo), este famoso e caríssimo champagne somente é feito em safras excelentes, ou seja, somente vintages.


Algumas garrafas de Don Perignón descansando.

   Trouxemos para casa uma garrafa do Rosé Vintage 2004 para ser tomado em um futuro não muito longe, foi uma excelente experiência e recomendo a todos que tenham a oportunidade de ir e visitar.




Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio