Mostrando postagens com marcador Cabernet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabernet. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de julho de 2014

Um blend de Cabernets que surpreendeu...

PAZ Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc - 2010
Bodega Finca Las Moras




   Amigos, mais um vinho Argentino que surpreende. Pode me chamar de tendencioso, mas os ultimos dois anos morando na Argentina deixaram meu paladar bastante treinado para este terroir e estilo de vinho. Agora de volta ao Brasil meu grande objetivo é mergulhar no mundo do vinho nacional e de outras regiões do mundo.

    Mas falando do nosso vinho em questão, esse blend de cabernets com 15 meses de barrica, surpreendeu pela fruta (depois de algumas horas aberto). No início como era de se esperar prevaleceu a madeira e os taninos...

Cor: vermelho grená, com bom brilho, limpidez inmelhorável e lagrimas densas denunciando a densidade que se percebe em boca.

Aroma: madeira bastante presente, frutas negras maduras, notas de café, muito intenso no aroma.

Boca: um vinho untuoso, entra macio e enche a boca. A fruta se evidencia mais em boca que no aroma, com uma permanência muito boa e adstringência moderada, taninos bastante presentes.

Nota: 88 pontos

Degustado por: Alexandre Frio


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Um vinho de 1979... experiência única!

Weinert Cabernet Sauvignon 1979
Bodega y Cavas de Weinert S.A.



     Amigos, não preciso nem mencionar que a oportunidade de provar um vinho com 35 anos de idade é uma experiência inesquecível. Tive esta oportunidade graças aos meus amigos de Rosario que me presentearam no meu casamento com esta fantástica garrafa de vinho (além de outra que log vai estar no blog). Agradeço aos amigos pelo “regalo”, muito obrigado por me proporcionar esta experiência que não esquecerei.

    Não é comum encontrar vinhos no novo mundo com esta idade, e muito menos vinhos antigos bons para o consumo. Me sinto privilegiado por poder ter essa experiência... Muchas Gracias Amigos...

      A tentativa de avaliação abaixo ocorreu após 2 horas de decanter. Um pequeno acidente na rolha (inexperiência do Sommelier) não afetou a degustação.

Cor: vermelho telha, com brilho impressionante para a idade do vinho. Tons amarronados nas bordas, um pouco de resido que já era esperado para este vovô se nos referimos a vinhos Argentinos. Excelente estado de cor para idade.

Aroma: mesmo com muitos anos de garrafa este vinho demonstra ainda aromas de fruta, neste caso ameixas e uvas passa. Notas de couro, cogumelos, trufas. O álcool não se percebe o que deixa esse vinho interessantíssimo no olfato.

Boca: entra macio, aveludado e doce. Um vinho untuoso, com corpo e permanência. A fruta aqui também se pronuncia em boca, deixa o gosto de quero mais.

Nota: 88 pontos

Degustado por: Alexandre e Raquel

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estréia no blog o primeiro Orgânico

Palo Alto Reserva Blend Orgânico 2010
Palo Alto Winery





      Amigos, este é o primeiro vinho orgânico que vamos postar aqui no Vinos y Charlas. Os vinhos orgânicos estão cada vez mais na moda. Embora não tenhamos um consenso nem uma definição do que é um vinho orgânico (pelo menos desconheço), entendo por vinho orgânico aquele que é produzido por uvas cultivadas sem defensivos ou aditivos agrícolas químicos. Neste blend composto por: Shiraz 50% | Merlot 43% | Cabernet Sauvignon 7%, encontramos uma combinação muito interessante.
Cor: vermelho bordô com reflexos violáceos muito brilhante, de densidade média e ótima limpidez.

Aroma: notas especiadas e tostadas, aroma a madeira molhada ou couro, algo de fruta no final, bastante complexo. 

Boca: a fruta se apresenta muito bem em boca (melhor que no aroma), taninos moderados, boa permanência.


Pontuação: 86 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vinho degustado em família!

Miolo Lote 43 - 2011
Miolo Wine Group




      Amigos, este vinho é bastante especial pois foi degustado na compania do meu pai e de minha família. Em abril estivemos visitando o vale dos vinhedos em Bento Gonçalves e passando pela Vinícola Miolo meu pai teve a oportunidade de provar este vinho, e de tanto que gostou cometeu uma pequena estravagância e comprou uma caixa. Degustamos o mesmo em Junho, e entendemos que temos o vinho tem um potencial de envelhecimento e evolução que vamos ir provando a cada ano uma destas garrafas e ver como evolui.




Abaixo um pouco de história sobre este ícone do vinho Brasileiro:



O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família, que chegou ao Sul do Brasil no ano de 1897, na região em que hoje está localizado o belo Vale dos Vinhedos. O vinho leva o nome da terra recebida pelo imigrante na época. Sua elaboração adapta o conceito do "cru", que se refere ao pedaço especial de terra cultivada com um vinhedo dentro de uma área de denominação de origem controlada, ao Lote 43 em relação ao Vale dos Vinhedos, reconhecimento por elaborar vinhos de excelente qualidade.
Este espaço chamado de Lote 43 reflete o conceito do terroir a perfeita combinação entre solo, o clima, a casta e o homem. Nele foram cultivadas as uvas utilizadas na elaboração deste vinho.
O Miolo Lote 43 é produzido com os vinhos Merlot e Cabernet Sauvignon, reunidos em um corte harmônico selecionados pelo enólogo da família, Adriano Miolo.
Envelhecido em barricas novas de carvalho Francês e americano, o vinho repousa nas cavas subterrâneas da Vinicola Miolo, no Vale dos Vinhedos. A produção deste vinho é limitada e todas as garrafas são numeradas.
Utilizando-se das melhores tecnologias de produção, a Miolo, através do Lote 43, lança seu "ícone", e ao mesmo tempo ajuda a consolidar a imagem do Brasil como produtor de vinhos de alta qualidade.
Vamos aos fatos:

Cor: vermelho rubi intenso, com uma presença de lagrimas lentas e em grande quantidade. Linha d'água não muito evidente e um vermelho vivo na borda denunciando a juventude.

Aroma: fruta madura, notas de defumado e pão tostado, caramelo e açúcar queimado, uma grande complexidade de aromas, e muito chamativo ao olfato.

Boca: ataque doce e amável, com grande vivacidade. A fruta se expressa muito bem em boca e tem uma permanência impressionante.


Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio e família!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"O melhor vinho de estilo Amarone já produzido fora da Itália”

Enamore 2007
Bodegas Renacer




      Amigos mais um vinho degustado na visita do meu grande amigo Zezé (relembre o post anterior aqui). Este corte de 45% Malbec, 40% Cabernet Sauvignon, 10% Bonarda, 5% Cabernet Franc, é um verdadeiro nectar. Foi considerado: "O melhor vinho de estilo Amarone já produzido fora da Itália”, pela International Wine Cellar. Um Amarone com sotaque Argentino.
    Vejam abaixo as pontuações recebidas pelas diferentes safras deste grande vinho:
  • 92 pontos (safra 2010): International Wine Cellar
  • 90 pontos (safra 2009): Wine Enthusiast
  • 91 pontos (safra 2008): Robert Parker (Wine Advocate)
  • 92 pontos (safra 2007): Robert Parker (Wine Advocate)
  • 89 pontos (safra 2007): Stenphen Tanzer’s
  • 90 pontos (safra 2006): Wine Spectator  
Cor: vermelho grená, de boa intensidade  e excelente brilho.

Aroma: aromas de fruta passa, notas de cravo e noz noscada. Chocolate bastante presente assim como madeira moderada, muito complexo.

Boca: ataque doce e com taninos presentes mas muito equilibrados, um vinho de grande vivacidade que expressa em boca toda sua fruta e complexidade.

Harmonia: muito equilibrado, a complementação entre aroma e boca é quase perfeita.

Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos!

Degustado por: Alexandre Frio e Jose Castro (Zezé)

domingo, 19 de maio de 2013

Direto da França...

La Chapelle d'Escurac 2009
Château d'Escurac


      Amigos, este vinho que apresento hoje veio na mala da nossa ultima viagem, sim isso mesmo um Bordeaux direto de Paris. Não sou grande conhecedor de vinhos, principalmente dos vinhos do velho mundo mas este Bordeaux, corte de Merlot e Cabernet Sauvignon, realmente agradou meu paladar. Pesquisei um pouco sobre o Châteu, ele fica em Bordeaux mais precisamente no Médoc, veja mais sobre o Châteu no link abaixo: http://www.chateaudescurac.com/.

      Sobre a região de Médoc da qual provém o vinho deste post consegui algumas informações que reproduzo abaixo:
     "Médoc fica no banco ao lado esquerdo do rio Gironde e lado Garone. Ao sul a cidade de Bordeaux, a oeste o Oceano Atlântico, a leste os rios Gironde e Garone, ao norte o encontro do Atlântico com o rio Gironde.
    Médoc tem no seu rico solo um dos seus segredo. Como disse acima a drenagem do mar nestas charnecas fizeram com que aparecesse o solo cascalho e pedras ricas em sedimentos. Depois o clima constante, mesmo estando perto do Atlântico, portanto poderia estar sujeito aos humores do tempo, por ser um clima marítimo, Médoc fica entre duas massas de água, O mar e o estuário do Gironde. Os ventos do fortes vindos do mar são freados pela floresta que serve de anteparo e proteção dos vinhedos. As duas massas de água (mar e rio) criam condições ideais para a circulação do ar afastando os fungos e doenças que poderiam vir nos verões quentes e úmidos.
     As uvas plantadas com sucesso no Médoc são: A Cabernet Sauvignon é a principal uva do Médoc. O solo pedregoso e úmido traz as condições ideais para o desenvolvimento desta casta. Experimentar um bom exemplar de Médoc com a Cabernet Sauvignon é ver até onde chega esta casta.
     A Merlot é parceria ideal para a Cabernet Sauvignon nos vinhos do Médoc. Confere a eles elegância e aormas, suavizando e conferindo sedosidade aos taninos da Cabernet Sauvignon. Em menor quantidade a Cabernet Franc e a Petit Verdot."

Alguns detalhes do rótulo e da rolha você pode ver abaixo, este vinho ganhou Medalha de Bronze em um concurso: "Concours de Bourdeaux 2011"

 


Bom, agora chega de conversa e vamos aos fatos!   

Cor: de um vermelho grená muito brilhante, com média intensidade, lagrimas separadas e lentas, de encher os olhos.

Aroma: no aroma temos uma explosão de frutas vermelhas, e também notas de pimenta negra e especiarias. Tabaco pode ser percebido também, ou seja, uma complexidade muito interessante.

Boca: entrada tranquila, com taninos fortes, um vinho vivo com uma acidez deliciosamente marcada. A fruta percebida no aroma se expressa muito bem também em boca.

Harmonia: com taninos fortes e acidez bem marcada ele harmoniza perfeitamente com os aromas de fruta, se completam e equilibram muito bem.

Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos!
Degustado por: Alexandre & Raquel



sábado, 26 de janeiro de 2013

Don Pulenta.... um vinhaço!

Pulenta Estate V 2007
Bodegas Pulenta



   Um grande vinho da tradicional Bodega Pulenta... sem mais comentários! grande vinho!

Cor: vermelho violáceo com muita limpidez, reflexos rubi nas bordas.

Aroma: um vinho complexo, muito complexo. Fiquei um bom tempo tentando identificar o aroma, não foi fácil. Esse interessante vinho apresentou notas de frutas negras, com alguma madeira, caramelo. Muito agradável o aroma mas ao mesmo tempo desafiador.

Boca: encorpado com uma permanência em boca e um final muito agradável. Adstringência ideal, fruta no paladar e a madeira na medida certa, um vinhaço!

Percepção: um ótimo, muito equilibrado e pontos positivos em todos os aspectos, altamente recomendado.

Preço/onde comprar: paguei justos $86,00 pesos Argentinos. Encontramos em diversas lojas do Brasil os vinhos da Pulenta.

Degustado por: Alexandre & Raquel

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Primeiro post do ano já com um grande vinho!

Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2009
Bacalhôa Vinhos de Portugal



   Amigos, primeiramente gostaria de desejar um feliz 2013 com muita saúde, sucesso e bons vinhos evidentemente! Depois de quase 15 dias sem postar voltamos a atividade com força total!
    Tenho apreciado nos ultimos anos muito o vinho português, talvez por me identificar com minhas origens familiares, mas de verdade desenvolvi um gosto pelos vinhos dos "Patrícios Lusitanos".
   Sobre este vinho pesquisei um pouco e achei uma história interessante, segue a fonte: http://www.bacalhoa.com
   
  A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal.
  A actividade da empresa começou por ser a produção de vinhos com uvas da região de Palmela. No decorrer da década de 70, a Bacalhôa Vinhos de Portugal criou um novo dinamismo, através de uma aposta forte nas mais modernas técnicas de viticultura e enologia, criando novos paradigmas no panorama nacional da produção de vinhos de qualidade.
  Em 1998, o Comendador José Berardo tornou-se o principal accionista e prosseguiu a missão da empresa, investindo no plantio de novas vinhas, na modernização das adegas e na aquisição de novas propriedades, iniciando ainda uma parceria com o Grupo Lafitte Rothschild na Quinta do Carmo.
  Em 2007 a Bacalhôa tornou-se a maior accionista na Aliança, um dos produtores mais prestigiados nas categorias de espumantes de alta qualidade, aguardentes e vinhos de mesa. No ano seguinte, a empresa comprou a Quinta do Carmo, tendo o Grupo Lafitte Rothschild adquirido uma participação na Bacalhôa Vinhos de Portugal.
  O Grupo Bacalhôa dispõe de adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro.
  O projecto implementado nas diversas quintas sob o tema «Arte, Vinho, Paixão» visa surpreender as expectativas mais exigentes. Das vinhas ao vinho, todo o processo vitivinícola é envolvido em vários cenários que incluem a tradição e modernidade, com exposições artísticas diversas, da pintura à escultura, nunca esquecendo as magníficas obras naturais.
  Com uma capacidade total de 20 milhões de litros, 15.000 barricas de carvalho e uma área de vinhas em produção de cerca de 1.000 hectares, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no sector, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.

Algumas imagens da Quinta da Bacalhôa.

Bom vamos aos fatos...

Cor:  Vermelho rubi intenso, muito vivo...

Aroma:  tabaco, especiarias, muito complexo, percebemos a madeira mas de forma moderada e elegante... Notas de café e pão torrado, com fruta tímida, ou seja, muito complexo mesmo!

Boca:  adstringência moderada, fruta mais evidente que no aroma... Em boca a madeira quase desaparece!! Um Vinhaço!

Percepção: um vinho ótimo, sei que ainda preciso melhorar minhas classificações e prometi que em 2013 traria uma classificação melhor, neste post vou manter o tradicional qualitativo e ainda em Janeiro teremos uma classificação mais amigável.

Preço/onde comprar: paguei $32,00 USD (Dólares). Não é um vinho barato, mas com certeza vale a experiência para quem aprecia um bom vinho. Foi comprado no Duty Free do Aeroporto.

Degustado por: Alexandre & Raquel

sábado, 15 de dezembro de 2012

O favorito da Raquel!


Don Nicanor Blend 2010
Bodega Nieto Senetiner





   O título deste novo post diz tudo, é o favorito da minha mulher... É, entre os diversos vinhos que já provamos juntos este é o que ela ainda continua chamando de "meu favorito". Este vinho da Bodega Nieto Senetiner é um Blend fantástico (34% cabernet, 33% Malbec e 33% Merlot), me foi apresentado a alguns anos pelo amigo Ademir Brum e na ocasião ele me disse: "Este vinho normalmente as mulheres gostam bastante", e ele estava coberto de razão, como em todos os vinhos que me indicou até hoje. Um vinho completo e que agrada muitos paladares, e encantou o paladar daquela que me encanta todos os dias... bom vamos aos fatos:

Cor: vermelho intenso (bordô nas palavras da Rake), violáceo na melhor forma de ser...

Aroma: é um vinho complexo, com madeira, frutas negras (como amora) bastante presentes, muito provavelmente da sua porção de malbec, notas de canela e algo de cacau, um café se pode perceber também... enfim uma festa para o olfato e desafio para o cérebro!

Boca: com muito corpo, um vinho potente, taninos fortes e bastante adstringente, mas ao mesmo tempo frutado e macio na boca. Não sei como explicar bem mas possui um tanino forte e ao mesmo tempo agradável.

Percepção: um ótimo vinho na minha opinião e na da Raquel simplesmente o favorito. Recomendamos e muito!

Preço/onde comprar: em Rosario o preço deste vinho fica em torno de $70,00 pesos Argentinos, mais do que justo na minha opinião. Encontrei em alguns sites com diferentes safras e preços (desde R$50 até R$65). Assim preferi não recomendar um local de compra pois não encontrei exatamente o 2010... mesmo assim outras safras são igualmente muito boas.

Degustado por: Raquel e Alexandre

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Degustação na Peña del Sur!


Eu e o amigo José Casto (popular Zezé)

    Este é um post especial, digo especial pois a bastante tempo queria postar essa degustação acompanhada de um belo jantar no restaurante dos amigos Leandro e Zezé, a  Peña del Sur onde servem os melhores assados de parrillada do sul do Brasil. A Peña del Sur fica localizada na cidade de Montenegro no Rio Grande do Sul e considero um cantinho do Uruguai em pleno Rio Grande. Confiram o site da Parrilla para mais informações: http://penadelsur.com.br/.

   Neste post vamos falar de dois vinhos que foram tomados em um jantar muito especial acompanhado de vários amigos.

   Começamos com um Cabernet da Del Fin del Mundo, e depois passamos para um Catena Malbec. Ambos vinhos ótimos, cada um na sua característica. Não vou fazer a avaliação da forma tradicional mas seguem os comentários para cada um dos vinhos:


Del Fin del Mundo Reserva Cabernet Sauvignon 2009
Bodegas Del Fin del Mundo


  Vinho muito interessante, aromático como poucos cabernets, taninos moderados, com um final de boca muito macio, um ótimo vinho que eu recomendo!



Catena Malbec 2010
Bodega Catena Zapatta.

    Este segundo já foi mais potente, muito aromático, mas também bastante adstringente. Um vinho com mais corpo que o primeiro mas igualmente um ótimo vinho, da mesma forma que o Cabernet anterior, recomendo sem medo.



Não tirei nenhuma foto deste vinho no jantar por isso o ano não corresponde, mas como referência o rótulo é este.


E o Jantar??

   Estes dois ótimos vinhos acompanharam alguns pratos típicos do Uruguai entre eles alguns que ilustro abaixo:


A famosa Batata três queijos da Peña

Assado de Tiras

E a linguiça parrillera.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um ilustre desconhecido!

Taymente - Cabernet Souvignon 2009
Bodegas Huarpe Wines




   Esse vinho foi uma bela surpresa, como diz o título do post um desconhecido que se mostrou muito interessante, antes de provar não havia ouvido falar nem do vinho nem da bodega. Entretanto podemos dizer que casou muito bem com um entrecot acompanhado de legumes grelhados, e mais importante que isso apreciados na sacada do meu apartamento em Rosario de frente al Gran Rio Paraná. Ótima surpresa espero que gostem.

Cor: vermelho violáceo intenso, com um leve reflexo telha nas bordas,  o que deu ao vinho uma coloração muito elegante.

Aroma: frutas escuras, talvez até de frutas passas. O álcool permanece bastante presente no aroma, mesmo depois de um tempo aberto (não chega a ser um problema). Este cabernet se mostrou muito complexo e por isso interessantíssimo nos aromas. Difícil de descrever.... Mas notas de tabaco ainda que tímidas se mostraram presentes

Boca: acidez intensa, bastante encorpado, o tipo do vinho que fica presente mesmo depois de algum minutos, muito bom! Fruta pouco presente na boca, mas ainda sim um vinho agradável que te convida a próxima "copa".


Percepção: um vinho muito bom, com taninos fortes mas equilibrados e como mencionado anteriormente, te convida a outra taça, recomendo muito.

Preço/onde comprar: paquei a bagatela de $50,00 Pesos Argentinos, não encontrei para vender no Brasil mas sugiro acessar o site da vinícola para entender um pouco mais http://www.huarpewines.com.

Degustado por: Alexandre & Raquel

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cata en Rosario - Bodega del Centro

   Amigos este vai ser um post um pouco diferente, no ultimo dia 1º de novembro fui convidado para uma degustação em uma bodega (loja de vinhos) aqui de Rosario, que eu frequento e levo seguido amigos para comprar algum vinho quando estão por aqui.
Primeiro vamos ao título do post: Cata?? Este é o termo utilizado por aqui para este tipo de evento, onde algumas bodegas vêem e expõe seus vinhos para as pessoas degustarem.. Bodega del Centro é o nome da loja.

   Achei a proposta do evento interessante, haviam cinco vinícolas expondo seu produtos cada uma delas com três vinhos de distintos níveis: o primeiro sempre um vinho jovem e de baixo custo, normalmente o vinho de entrada da vinícola, depois um intermediario, e por final os grandes figurões.

   Não preciso dizer que fiquei na volta das "celebridades" e provei apenas um que outro dos vinhos de entrada...

As vinícolas presentes no evento foram:

  • Bodega el Esteco
  • Familia Bianchi
  • Finca Las Moras
  • Bodega Saurus
  • San Pedro de Yacochuya


  Como disse antes este post vai ser um pouco diferente, vou tentar destacar minhas impressões dos vinhos mas não da forma tradicional e sim mais superficialmente pois não pude tirar o tempo necessário para analisar em detalhe cada um dos vinhos. Começamos então...

Particular 2005 - Cabernet Sauvignon
Familia Bianchi





   Podemos começar dizendo que este foi o melhor da noite, não só na minha opinião mas como também de várias outras pessoas que comentei sobre este vinho. Poderia dizer que este vinho está no auge da sua vida, com aromas de baunilha,  madeira enfim um buquê fantástico que se comprova no sabor, um vinho que enche a boca e tem um final macio e doce. É perfeitamente equilibrado, um vinho excelente! Comprei duas garrafas deste e me "regalaram" a terceira.


San Pedro de Yacochuya - 2008
Bodega San Pedro de Yacochuya





   Não é o vinho top festa vinícola até então desconhecida para mim. Um vinho leve e frutado que fica um tanto quanto apagado se comparado aos vinhos de mais alta gama que experimentamos na Cata, mas mesmo assim, um bom vinho. Um corte de 85% Malbec. 15% Cabernet Sauvignon muito equilibrado.



Yacochuya - Malbec 2007
Bodega San Pedro de Yacochuya





   Um ótimo vinho,  Malbec com letras maiúsculas, é o " Gran Reserva" desta vinícola e se mostrou com todo o potencial para estar nesta classificação. Vinho encorpado, com aromas muito atrativos e um final de boca muito, muito bom. Não comprei nenhuma garrafa deste pois no final já tinha estourado o meu orçamento mas está na lista das próximas aquisições.


Ciclos Icono - 2009
Bodega el Esteco




   Na minha opinião o medalha de bronze da noite, vinho de corte (Cabernet Sauvignon 45%; Malbec 38% e Syrah 17%) bastante fruta e madeira presente, com uma complexidade de aroma e boca muito interessantes, com final doce na boca. Comprei uma garrafa e na promoção ganhei outra!

Gran Syrah 2009
Finca las Moras





   Um Syrah na maior expressão da cepa, aroma intenso de frutas, e potente ao mesmo tempo, um ótimo vinho recomendo e muito! Foi o primeiro grande vinho que tomei da Finca las Moras, bodega esta que até então eu conhecia por vinhos mais simples, jovens e baratos. Na minha avaliação foi o segundo lugar da noite perdendo somente para o Particular da Familia Bianchi, mas com certeza foi a melhor surpresa da Cata.



Preços: todos os vinhos que comprei estavam na faixa dos $150,00 Pesos Argentinos. Vou pesquisar a disponibilidade dos mesmos no Brasil e aviso vocês onde comprar...


Degustados por: Alexandre Frio

PS: desculpem algumas fotos não muito boas, mas estava sem minha máquina fotográfica. Fotos do iPad.

domingo, 28 de outubro de 2012

Chile x Argentina!


Morandé Gran Reserva - Cabernet Sauvignon 2010
Bodega Viña Morandé

Escorihuela Gascón - Malbec 2009
Bodega Ecorihuela Gascón





    Em recente visita a cidade de Horizontina, onde trabalhei por mais de 6 anos e é cidade natal da Raquel, estivemos visitando o Eduardo e a Milena (Milena minha cunhada, irmã da Raquel).  Nestes dias tive a oportunidade de degustar 2 vinhos juntamente com meu amigo (e concunhado) Eduardo. Com minha recente adesão ao mundo dos blogs ele me convidou à degustarmos dois vinhos de sua adega e juntos tentamos aqui colocar nossas impressões sobre os vinhos.

Morandé Gran Reserva - Cabernet Sauvignon 2010
Bodega Viña Morandé


Cor: vermelho intenso com tons violáceos nas bordas. Bonita cor e com brilho muito atrativo.


Aroma: madeira bastante presente mas não a ponto de ser defeito. Aromas de especiarias, notas doces de frutas cristalizadas, depois de um tempo evoluiu para um aroma de frutas negras.

Boca: Acidez acentuada no início, suavisou depois mas continuou acima do desejado. Pouca adstingência e taninos moderados. Final de boca deixou a desejar.

Percepção: é vinho bom, com cor e aroma que prometiam mais no sabor do que verdadeiramente pudemos encontrar. Esperava mais em termos de boca deste chileno, não é o vinho que eu esperava, mas ainda um bom vinho. Procurei em outros blogs e as percepções de sabor para outros colegas blogueiros foram melhores que eu encontrei, talvez a garrafa não estivesse 100%, ainda vou provar outro para ver se confirmo minhas percepções.

Preço/onde comprar: como o vinho foi degustado a convite do Eduardo então eu não deveria entrar nos detalhes de custo mas ele me disse que pagou aproximadamente $13,00 dólares nos free shops de Rivera. Verifiquei na internet e encontrei um preço de R$79,00 no varanda.com.br, mas não pude identificar a safra. Eu não pagaria no Brasil mais de R$40 ~ R$45,


Escorihuela Gascón - Malbec 2009
Bodega Ecorihuela Gascón

Cor: vermelho violáceo muito atrativo, bem característico do Malbec.
Aroma: bem frutado, frutas vermelhas com notas de frutas cítricas. O carvalho não ficou evidente mas deu notas de epeciarias ao vinho. Também foi possível perceber algo de anis.
Boca: um vinho muito agradável, macio no final de boca com taninos bem equilibrados, fruta bastante presente também no sabor.
Percepção: é um bom vinho, com um final de boca muito bom mesmo. Vinho que eu diria não ser para o dia-a-dia, mas também nenhum "figurão" algo intermediário. Recomendo dependendo do preço pois não pagaria muito por este vinho
Preço/onde comprar: no mesmo caso do chileno degustado neste post esse Argentino foi comprado pelo Eduardo por volta de $13,00 dólares. Encotrei na loja grancru.com.br por R$49. Acho que seria justo pagar no máximo R$35 ~R$40.
Degustado por: Alexandre & Eduardo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Um blend muito interessante!

Cruz Alta Blend Reserve - 2009
Bodega La Rural


    Este blend é mais um vinho da Bodega La Rural aqui da Argentina. É um vinho muito interessante pois possui no seu corte 50% de Cabernet Sauvignon, 30% Malbec e 20% Merlot, com vinhedos de 15 anos para o Cabernet e Malbec e 4 anos para o Merlot. Além desse corte, que confere uma excelente complexidade ao vinho, 100% do corte passou em barrica de carvalho francês de 1º e 2º uso por 12 meses. Realmente me surpreendeu em todos os sentidos como poderão ver a seguir. Tive a oportunidade de visitar a Bodega La Rural em 2010 com minha mulher Raquel e recomendo os vinhos produzidos por esta casa.

Cor: vermelho intenso com tons violáceos dependendo da incidencia da luz, cor excelente muito atrativa.

Aroma: frutas vermelhas como morango, bem equilibradas com a madeira bem presente no aroma. Leve baunilha e no final notas de tabaco também podem ser percebidas. Assim como a cor, um aroma excelente e complexo.

Boca: um vinho forte, encorpado mas com acidez e adstringencia moderadas (diria que em um equilíbrio perfeito). Neste corte a La Rural  conseguiu combinar muito bem a estrutura do Cabernet com a fruta do Malbec. Em um primeiro momento o alcóol chega a esconder um pouco a fruta mas o final de boca é extremamente complexo deixando notas frutadas mescladas com a madeira. Com pouco tempo de garrafa aberta o excesso de alcóol sai e o vinho cresce.

Percepção: é um vinho muito bom, muito bom mesmo (não o avalio como um ótimo vinho por puro capricho). Conseguiu me surpreender, pois seu custo está bem abaixo Trumpeter Reserva, vinho da mesma bodega.

Preço/onde comprar: paguei exatos $45,08 Pesos Argentinos, excelente preço, diria que desde a criação deste humilde blog foi o que apresentou melhor custo/benefício. Procurei bastante e não encontrei nas lojas virtuais do Brasil, enviei uma mensagem para a Bodega perguntando se é exportado, assim que me responderem eu posto se é possível (ou não) comprar no Brasil.
Degustado por: Alexandre Frio

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Descoberta de Flores da Cunha

Salvattore Cabernet Sauvignon 2005
Vinícola Salvador - Flores da Cunha, RS

    Como diz o título deste post, uma Descoberta de Flores da Cunha! Já ouvi falar bastante sobre os vinhos dos Altos Montes da região de Flores da Cunha, por amigos revistas etc... Mas a verdade é que experimentei poucos vinhos da região até hoje, e nos poucos que tomei, a maioria não me chamou a atenção. Mas este vinho me surpreendeu positivamente e digo porque: como poderão perceber no tópico preço/onde comprar esse vinho eu não comprei e sim ganhei de um amigo de São Sebastião do Cai, o "Fera" como é conhecido, também conhecido por poucos como Alexandre Oderich.
   Em uma das nossa noites de "degustação moderada" de vinhos, já a quase um ano atrás ao final este meu "tocaio" me presenteou com esse vinho e deu uma garrafa para outro amigo nosso o Zezé (que logo vão ouvir falar dele aqui nesse blog) que honestamente não lembro qual era a história por trás das garrafas (mas tinha uma história).
   Guardei esse vinho por um bom tempo e resolvi ver o que essa garrafa estava escondendo... resultado foi um belo vinho muito fácil de tomar e com sabor que mostrava estar no auge da sua evolução.
Cor: vermelho telha, bem puxado ao marrom, com uma coroa alaranjada bem evidente da sua idade....
Aroma: intenso de frutas negras passas, pimentas, notas de madeira e tabaco, com final adocicado de frutas cristalizadas, e como muito bem relatou a Raquel um aroma de chocolate meio amargo.
Boca: macio no início, com final de boca muito bom (difícil de descrever na verdade), adstringência moderada, e notas doces muito presentes como no aroma. Acompanhou bem uma carne e depois do almoço pela sua doçura podemos continuar degustando sem sentir falta do acompanhamento.
Percepção: Está entre bom e muito bom, e por ser um vinho já de certa idade da Serra Gaúcha surpreendeu por sua alta qualidade mesmo com o passar dos anos.
Preço/onde comprar: este vinho não sei quanto custou pois foi presente como comentei anteriormente, mas encontrei na internet em um site a safra 2010 por R$24,00. Muito justo o preço se o nível for do 2005. O preço foi encontrado no site Vinhos & Sabores.

Degustado por: Alexandre Frio e Raquel Wichrowski