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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cafayate Argentina...

Já tinha ouvido falar no tal Torrontés de Cafayate e achei interessante a reportagem abaixo, a qual reproduzo fragmentos aqui para vocês. 
A cepa não minha branca favorita e ainda busco um grande Torrontés aqui pela Argentina, mas enquanto isso vamos lendo, aprendendo e provando na medida do possível.

Saludos e bons Vinhos
Alexandre Frio


Rota dos vinhos de altura eleva o nome de Cafayate

Clima quente, visuais incríveis, povo hospitaleiro e uma boa taça de vinho traduzem o espírito de Cafayate. Situada na região central dos Vales Calchaquíes, na província de Salta, a cidade de 15 mil habitantes ficou famosa por seus rótulos de altura, especialmente o branco feito com a uva torrontés - de origem incerta, mas considerada autóctone.
Localizada a 190 quilômetros da cidade de Salta e a 1.700 metros acima do nível do mar, Cafayate representa apenas 2% da produção vinícola do país - Mendoza é responsável por engarrafar 80% do vinho argentino. Apesar do volume pequeno, o local se tornou um importante polo na produção da bebida, de azeitonas e de azeite de oliva. Isso tem atraído muitos turistas dispostos a percorrer a Rota do Vinho.
O trajeto inclui tanto fincas pequenas e familiares quanto propriedades enormes, com moderna infraestrutura de produção. Um bom exemplo é a Bodega Etchart. Fundada em 1850 e comprada pela gigante Pernord Ricard em 1996, a Etchart tem uma produção anual em torno de 9 milhões de garrafas e recebe, em média, 40 mil turistas por ano.
Outras vinícolas que merecem a visita são a Bodega El Esteco, com 400 hectares de vinhedos, e a Finca Las Nubes, comandada pelo enólogo José Luis Mounier e sua mulher, Mercedes. Além de fazer visitas guiadas, provar e comprar os vinhos, também é possível agendar almoços, participar de cursos e até da festa da vindima, em março.
O clima desértico, com dias quentes e noites frias, favorece o cultivo da emblemática uva da região, a torrontés. É justamente a variação térmica que faz com que as uvas concentrem mais açúcar, sabor e aroma. No copo, o resultado é um vinho branco leve, frutado e floral, com pouca acidez, para ser bebido fresco, acompanhando as empanadas e queijos da região.
Para acompanhar os vinhos, os moradores recomendam os queijos de cabra. Os melhores são fabricados na fazenda Cabras de Cafayate. Antes da ordenha, as cabras são preparadas por 40 minutos, ouvem música clássica para relaxar e são alimentadas com casca de uva, milho e sementes de alfarroba.


sábado, 20 de outubro de 2012

Torrontés o branco emblemático da Argentina...

Ciclos Torrontés 2011
Bodega El Esteco


      Amigos, este branco eu comprei em uma Bodega aqui de Rosario, e com a proximidade do verão e temperaturas mais quentes, um branco leve e frutado é sempre uma boa pedida. Desta vez além da  publicação habitual das minhas impressões sobre o vinho degustado vou adicionar aqui um pouco mais de informação sobre essa cepa branca ainda pouco conhecida no Brasil a Torrontés.
O texto abaixo são frações extraidas do site: http://www.winesofargentina.org

TORRONTÉS

     Na Argentina existem três tipos de Torrontés: o mendocino e o sanjuanino, mais aptos para o consumo em fresco; e o riojano, que é o mais cultivado e aquele que expressa as melhores qualidades para a elaboração de vinhos finos, muito frutados e ao mesmo tempo secos. Este último já recebeu vários galardões internacionais.
     O surgimento da Torrontés, atual cepa emblemática argentina para os vinhos brancos, foi possível pelo cruzamento genético de duas variedades incorporadas durante o longo período colonial: uva preta e moscatel de Alejandria ou uva da Itália, antecessoras do Torrontés (Agüero, 2003). A identificação desta nova cepa foi um processo complexo e acidentado. No início, a Torrontés conviveu misturada com outras cepas, sem que os viticultores notassem que era um vinhedo diferente.
     Das três variantes de Torrontés (mendocina, sanjuanina e riojana), a mais importante é a Torrontés riojana, pois é a única uva criolla originada na América, de alto valor enológico e relevância comercial que conseguiu um notável reconhecimento no mercado, constituindo a segunda exportação de vinhos brancos da Argentina.

Cor: amarelo dourado claro, bem claro. Dependendo da luz ele pode ter aspectos esverdiados.

Aroma: aroma de frutas cítricas, lembra abacaxi. Tem notas florais bem presentes (característica da cepa).

Boca: vinho leve e refrescante, acidez moderada. Como no aroma, um sabor bem frutado e ideal para o verão Rosarino que me espera. Adocicado como deve ser a torrontés, fácil de beber

Percepção: Um bom vinho, esperava mais pela propaganda que me fez o amigo da Bodega Del Centro (onde comprei esse vinho aqui em Rosário), mas mesmo assim um bom vinho, talvez criei muita espectativa, mas depois de tomar 2 taças e refletir sobre ele eu recomendo sim uma boa compra. 

Preço/onde comprar: Como disse paguei $50,00 pesos Argentinos, e não encontrei no Brasil algum lugar que venda, se alguém souber por favor avise, pois recomendo. Preço justo.

Degustado por: Alexandre Frio