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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dupla faz volta ao mundo temática provando vinhos em 92 países

   Amigos, encontrei essa reportagem do final de Dezembro no G1 e achei interessante compartilhar... essa viagem que estes caras fizeram é o sonho de muito enófilo, espero que gostem, saludos e bons vinhos.

Alexandre Frio

Franceses pretendem visitar todos os países produtores de vinho do mundo. Ideia é fazer inventário global da bebida; eles acabam de passar pelo Brasil.




    Dois franceses estão dando a volta ao mundo com um objetivo tão ambicioso quanto invejável: visitar todos os países produtores de vinho do planeta -- e, é claro, provar a bebida em todos esses lugares.
   Jean-Baptiste Ancelot, de 29 anos, e Ludovic Pollet, de 27, partiram em janeiro de 2014 para a jornada de três anos por 92 países, na qual devem visitar 1.500 vinícolas e provar mais de 15 mil vinhos diferentes. O projeto foi batizado de Wine Explorers (exploradores do vinho) e já passou por 23 países. O primeiro ano de viagem foi encerrado no Brasil, de onde acabam de partir, após passar três semanas.

    A ideia deles é fazer um “inventário” global do vinho e lançar livros sobre o tema quando tiverem completado todos os destinos. Enquanto isso, narram a viagem em tempo real em sua página no Facebook e em um blog.

No Brasil:

     No itinerário, os "exploradores" incluíram tanto países com fama consagrada na área – como Itália, África do Sul e sua terra natal, a França – quanto outros considerados “exóticos”, como Etiópia e Namíbia. O Brasil se inclui neste segundo grupo. “Na Europa, quando pensamos no Brasil, pensamos em futebol, em samba, mas não se fala de vinho”, diz Jean-Baptiste.




     Por aqui, os dois franceses passaram um tempo na Serra Gaúcha, especialmente no Vale dos Vinhedos, visitando vinícolas e participando de degustações.
Dizem que ficaram surpresos com o que encontraram. “Vimos que há toda uma indústria vinícola e provamos alguns vinhos de alta qualidade. Não só espumantes [pelos quais o Brasil é mais conhecido], mas provamos alguns tintos 'top' também”, afirma.
Para ele, o solo brasileiro tem um potencial que lembra o do norte da Itália. Sua ideia é voltar ao Brasil dentro de alguns anos, para acompanhar o desenvolvimento do mercado. "Queremos encontrar de novo as pessoas, ver como o vinho brasileiro evoluiu. Acho que tem muito potencial", diz.

    Eles já chegaram a provar 19 vinhos diferentes em apenas uma manhã – foi na África do Sul, em uma degustação que começou às 8h. Na maioria das vezes, aliás, eles não engolem a bebida, mas cospem depois de tomá-la.
“Não bebemos vinho todo dia. Quando você ama algo, não deve fazer diariamente, ou deixa de ser uma paixão e vira uma obrigação”, diz.

    O projeto tem alguns patrocinadores ligados ao mundo do vinho, que custeiam cerca de um terço da jornada. De tempos em tempos, os dois procuram novos parceiros para custear o restante da viagem. Mas eles garantem que vão finalizá-la de qualquer maneira. “Somos os primeiros a fazermos esse inventário global de todos os países produtores de vinho. E estamos falando de uma bebida que une as pessoas no mundo todo. Quando estou desanimado, penso nisso. É o que me dá energia para continuar”, diz Jean-Baptiste.

Fonte: Portal G1

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Viagem a França: Champagne parte 04 – Visita na Veuve Clicquot



Amigos, ando afastado do blog por motivos de trabalho e peço desculpa aqueles que costumam acompanhar o blog. Vou me esforçar para voltar ao ritmo. 

Continuando nossa maratona pela Região da Champagne, fomos visitar a Veuve Clicquot em Reims, famosa mundialmente e bastante presente no Brasil.

Em primeiro lugar as caves da Veuve Clicquot são um show a parte nos seus 24km de galerias nos subterrâneos da cidade com um formato piramidal espetacular.



A visita é muito rica em detalhes sobre a história desta casa de champagne fundada em 1772 que originalmente produzia vinhos tranquilos, um certo dia seu fundador Philippe Clicquot-Muiron resolve enviar para alguns clientes na Itália (como cortesia) algumas caixas de  um vinho espumante que ele começara a produzir. Podemos imaginar que as borbulhas caíram no gosto dos clientes e em pouco tempo a demanda de champagne superou muito a de vinhos e hoje a casa somente produz champagnes.



A história da Famosa Madame Veuve Clicquot é muito interessante e longa, por isso deixo aqui o link do site para que vocês possam ler, mas um detalhe interessante é que ela assumiu a vinícola em 1805 aos 27 anos após a morte prematura de seu marido. O sogro  queria vender a vinícola mas com ajuda do pai (banqueiro influente e prefeito de Reims) ela convence o sogro a deixar a empresa a cargo dela. Depois de alguns anos de péssimas safras em 1810 uma colheita espetacular, a Madame Clicquot cria o primeiro Champagne Vintage. Esta foi apenas uma das inúmeras colaborações da Madame Clicquot para a produção do champagne.



Voltando ao que interessa, ao final da visita degustamos o Champagne La Grande Dame, vintage 2004 e o espumante da primeira linha da casa (custa mais de 100 euros por isso ficamos somente na degustação). Posso afirmar que foi o melhor  champagne que provei na viagem, com uma riqueza de aromas simplesmente espetacular, desde notas de levedura e pão á frutas tropicais como pêssego uma experiência inesquecível.



Saludos e Bons vinhos

Alexandre Frio

domingo, 10 de agosto de 2014

Viagem à França: Champagne parte 02 – Mercier

Amigos, deixei por um bom tempo de lado a continuação dos posts sobre a minha viagem à França em Abril. Vamos retomar, continunando na Chamapgne, agora falando sobre a visita à Mercier. Espero que gostem!


     Continuando nossa jornada pela Champagne estivemos visitando a Mercier, outra famosa casa de champagnes. A visita é feita em um pequeno trem, o que veio muito em boa hora pois estávamos já um pouco cansados.




      Antes de falar da Mercier, vale a pena lembrar que o champagne para poder ser chamado assim precisa de algumas coisas, entre elas: ser feito apenas de uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonay. Deve ser proveniente de vinhedos da região de champagne e deve obrigatoriamente ser feito pelo método chapanoise (ou tradicional) onde a segunda ferementação é na garrafa. Vou falar mais sobre a região do champagne e as normas para sua produção mais a frente em outro post.

    Voltando a Mercier, uma particularidade desta casa é a história do seu fundador Eugène Mercier, um homem a frente de seu tempo, que sempre buscou fazer com que sua marca se destacasse. Em 1889 Eugène levou para a exposição de Paris sua barrica com capacidade de 215.000 litros/garrafas a qual sua idéia era poder produzir champagne a volumes que pudessem ser acessíveis aos cidadãos comuns e é claro para fazer um bom marketing. 


   Fizemos a degustação de 3 espumantes todos muito bons e trouxemos para casa um espumante da linha tradicional (não vintage).


O que são champagnes vintage?
    
    Os chapagnes não vintage são mesclas de diversas parcelas ou Crus (vou explicar em outro post o que são os Crus) onde se busca manter o mesmo nível de qualidade todos os anos, ou seja, buscam padronização. Os Vintages por sua vez são feitos somente com uvas colhidas no ano que indica a garrafa. Sempre são anos excepecionais onde se pode fazer um champagne diferenciado e com grande capacidade de guarda.

Foi mais uma excelente experiência no mundo do Chapagne.

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viagem a França: Champagne parte 01 – Möet & Chandon

Amigos,

   Depois de um início de ano onde tive pouco tempo para dedicar para o Blog, retorno com algumas novidades. Quando escrevi este post estava no TGV (trem de alta velocidade da França) rumo a Paris terminando minha viagem por duas das regiões vinícolas mais importantes do mundo: a Champanhe e a Borgonha (ou Champagne e Bourgogne). Estive nestas duas regiões no final de Abril onde pude experimentar vinhos e champagnes espetaculares além de conhecer vinìcolas centenárias. Por isso o Entre Vinos y Charlas vai relatar também alguns detalhes da viagem que estão intimamente ligados com o vinho.

   Vamos começar com a Champagne, e nossa visita a Möet & Chandon.
   
  Saímos de Reims (capital da Champagne) e fomos para Epernay onde se diz ser a capital do Champagne (da bebida). Epernay uma cidade pequena que respira champagne, a principal avenida da cidade não poderia se chamar nada menos que Avenue de Champagne.



    Chegamos na Möet & Chandon as 11:00 para o tour e podemos conhecer detalhes desta casa:
Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris. O reinado de Luis XV coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVIII, já estava exportando a bebida para toda a Europa e Estados Unidos. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte. O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832, e a outra metade a seu filho, Victor Moët.



    Na visita podemos conhecer os quilômetros de caves da Möet que ajudam a formar os mais de 100 km de caves existentes em Epernay.




   Agora partindo para o que interessa, fizemos a visita com direito a degustação dos champagnes vintage 2004 da Möet & Chandon. Posso dizer que é simplesmente espetacular. A riqueza de aromas destes champagnes é incrível, e são servidos a uma temperatura de aproximadamente 12 °C que nos permitiu desfrutar ao máximo esta bebida.






Os champagnes vintage somente são produzidos em anos excepcionais, onde que o 2004 passou 7 anos em garrafa descansando nos quilômetros de caves de Epernay. Este espumante tem um potencial de guarda (sempre que armazenado nas condições ideais) de aproximadamente 20 anos.

Curiosidade: a Möet & Chandon é proprietária da marca Don Perignón (foto abaixo), este famoso e caríssimo champagne somente é feito em safras excelentes, ou seja, somente vintages.


Algumas garrafas de Don Perignón descansando.

   Trouxemos para casa uma garrafa do Rosé Vintage 2004 para ser tomado em um futuro não muito longe, foi uma excelente experiência e recomendo a todos que tenham a oportunidade de ir e visitar.




Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio