domingo, 13 de julho de 2014

Um blend de Cabernets que surpreendeu...

PAZ Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc - 2010
Bodega Finca Las Moras




   Amigos, mais um vinho Argentino que surpreende. Pode me chamar de tendencioso, mas os ultimos dois anos morando na Argentina deixaram meu paladar bastante treinado para este terroir e estilo de vinho. Agora de volta ao Brasil meu grande objetivo é mergulhar no mundo do vinho nacional e de outras regiões do mundo.

    Mas falando do nosso vinho em questão, esse blend de cabernets com 15 meses de barrica, surpreendeu pela fruta (depois de algumas horas aberto). No início como era de se esperar prevaleceu a madeira e os taninos...

Cor: vermelho grená, com bom brilho, limpidez inmelhorável e lagrimas densas denunciando a densidade que se percebe em boca.

Aroma: madeira bastante presente, frutas negras maduras, notas de café, muito intenso no aroma.

Boca: um vinho untuoso, entra macio e enche a boca. A fruta se evidencia mais em boca que no aroma, com uma permanência muito boa e adstringência moderada, taninos bastante presentes.

Nota: 88 pontos

Degustado por: Alexandre Frio


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Taças capítulo 03 - Final

Amigos, vamos ao ultimo post sobre taças... Mitos, cuidados e manuseio. Espero que tenham gostado da série.

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio

MITO DE MARIA ANTONIETA

Você já deve ter visto taças baixas e largas como sendo de Champagne. Seu uso era muito comum em outras épocas. Diz a lenda que seu formato foi moldado no seio de Maria Antonieta. Sua boca é larga, o que dificulta a formação de espuma e, assim, faz com que os aromas se dispersem no ar. Além disso, sua altura pequena não permite o correto desprendimento das borbulhas. Evite-as.



LAVE SUAS TAÇAS

    Uma vez que você já possui as taças, é imprescindível que cuide bem delas, caso contrário, rapidamente seu prazer ao degustar será prejudicado. Para laválas, recomenda-se água morna e uma quantidade mínima de detergente líquido. Com ele, todo cuidado é pouco. Se a taça não for bem enxaguada, o produto pode alterar o sabor e o aroma do vinho e, no caso do Champagne, impedirá que se formem as borbulhas.
Há ainda outras regras mais do que essenciais: sempre enxaguar muito bem os copos e depois secá-los com cuidado, preferencialmente com um pano de linho; nunca secar segurando a base com uma mão e girando a taça com a outra em direções opostas; e, finalmente, guardar os copos em um local completamente livre de odores.


SEGURE CORRETAMENTE

Todas as taças possuem haste e ela não está lá para nada. A haste serve para que você segure de maneira correta, sem encher o bojo da taça com marcas de dedos, por exemplo, além de minimizar o aquecimento do líquido quando em contato com a mão.


sábado, 5 de julho de 2014

Taças capítulo 02, os tipos!

Continuando a maratona sobre taças... vamos aos tipos

Saludos e bons vinhos
Alexandre Frio


Tipos Básicos de Taças:

Para vinhos tintos

O vinho tinto precisa de espaço para respirar, pois tem aromas e sabores muito intensos. Por isso, a taça tem corpo grande, fazendo com que se libere toda a sua potência. O formato também é ideal para que a bebida possa "dançar". Por esse motivo, também é importante lembrar que ela deve apenas ser preenchida até um terço de sua capacidade.
Existem dois tipos comuns de recipientes de vinho tinto: Bordeaux e Borgonha, taças batizadas com esses nomes por causa das famosas regiões produtoras da França.

Bordeaux

As taças Bordeaux foram feitas para abrigar vinhos mais encorpados e ricos em tanino, feitos principalmente a partir da uva Cabernet Sauvignon. Elas possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando- os. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que a untuosidade e os sabores frutados dominem antes que os taninos sejam direcionados para a parte de trás da boca. É indicada para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras uvas.



Borgonha

Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. Portanto, as taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar, o que permite que o buquê se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito o nariz. O formato direciona o fluxo acima da ponta e do centro da língua, diminuindo a acidez e acentuando as qualidades mais arredondadas e maduras do vinho. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam apreciados vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone, Nebbiolo etc.



Para vinhos brancos

As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho através das áreas da língua com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.



Para vinhos rosados

Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Ela deve acentuar a acidez do vinho, equilibrando assim sua doçura. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.


Para vinhos doces e fortificados

Possuem bojo pequeno, justamente porque as pessoas consomem vinhos doces e fortificados em quantidades menores. Também são mais estreitas na parte superior. Seu design ajuda a conduzir o fluxo da bebida diretamente para a ponta da língua, região onde os sabores doces são mais percebidos.


Taça ISO

Por fim, existe a taça ISO (International Standards Organization), criada em 1970. Ela é uma espécie de taça coringa, pois serve para todos os tipos de vinho. É muito utilizada para degustações técnicas, para que possa ser mantida uma referência entre diversos tipos de fermentado. Por isso, pode ser um dos melhores modelos para começar o seu acervo. Ela é relativamente pequena e totalmente cristalina. Seu bojo é maior e ela é fechada na parte de cima. É boa especialmente para a parte aromática.



Para espumantes e/ou champagnes

Para um Champagne ou um espumante comum, a taça adequada é a que chamamos de flûte, ou flauta. Ela serve para que possam ser apreciadas as borbulhas, ou perlage. A taça fina também direciona a efervescência e os aromas para o nariz, enquanto controla o fluxo acima da língua, mantendo o equilíbrio entre a limpeza da acidez e a saborosa profundidade. Quanto mais bojo tiver a taça, melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal não irá realçar os aromas. Se o Champagne for Cuvée ou de safra especial, faz-se necessário um recipiente com corpo curvo, para que o apreciador possa sentir alguma fruta.




No próximo post: Mitos, cuidados e manuseio com as suas taças...


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Taças de vinho... qual a melhor? Capítulo 01

Amigos encontrei essa reportagam antiga na revista Adega, achei legal compartilhar, vamos divulgar aqui em 2 ou 3 posts....

Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio

     Se você está iniciando no mundo dos vinhos, é provável que já tenha se visto em frente a uma prateleira com diversas taças e pensado: "por que há tantas diferentes?" Para o iniciante, comprar uma taça é tão complicado quanto escolher o vinho. Mas, mesmo enófilos com alguma prática podem titubear diante da variedade.
    Então, a primeira atitude é entender por que há tantas taças de formatos diferentes. Da mesma maneira que determinados tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho também é necessário escolher a taça ideal.
     Hoje, "o formato é técnica pura", afirma Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA. Isso porque, após muitos estudos, os recipientes foram desenvolvidos para conduzir o vinho para a boca e o nariz de maneira a realçar cores, aromas e sabores do fermentado, o que influencia no resultado.            Para quem duvida, basta testar. Um paladar minimamente aguçado sentirá a diferença ao beber um mesmo vinho em taças completamente diferentes.

UMA PARA CADA VINHO??



Como cada vinho possui características únicas dependendo da uva (além de outros tantos fatores, mas vamos nos concentrar só neste por enquanto) com que é produzido, reza a lenda que é necessário ter uma taça para cada tipo. A marca austríaca Riedel, por exemplo, é uma das que acredita nesta premissa e possui cerca de 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva e/ou região do mundo.
Aí, você se pergunta: eu preciso de todas elas? Segundo André Wollny, representante da Spiegelau, "o consumidor, em casa, pode ter uma menor variedade de taças sem perder o prazer de beber vinho". Por isso a regra para iniciar o caminho é simplificar. Aqueles modelos que não podem faltar em sua casa, "são os adequados para os vinhos que gostamos de beber", diz Wollny. Porém, a primeira dica é ter uma taça "coringa" e o principal trunfo se chama ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.
Depois, é comum aconselhar que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux e Borgonha) e uma para espumantes. Se quiser, pode ainda ir além, com uma para rosados e uma para doces (apesar de a de vinho branco também servir para essa função). Mais adiante vamos detalhar como é o desenho de cada um desses recipientes e explicar o porquê de seus formatos.

MATERIAL

Para adquirir as suas taças, você deve prestar atenção a alguns detalhes. O primeiro é o material. Deixe de lado qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer de degustar um vinho também está em olhar para suas tonalidades, que dão dicas sobre o tipo de uva e idade da bebida.
Existem basicamente três opções: de cristal, cristal de vidro ou vidro. A diferença entre elas é a presença e o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem. O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse fator também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas. Por fim, em 2006, foram lançadas as taças "inquebráveis", feitas de um material chamado Kwarx, pela Mikasa, Schott Zwiesel e outros.

CHUMBO NÃO É TÓXICO?

Você pode estar se perguntando: "Chumbo não é um material tóxico? Como ele pode fazer parte da composição de taças? Isso não faz mal?" Sim, chumbo é um material tóxico e que, com o tempo, pode migrar do copo para os líquidos - especialmente os mais ácidos - e causar problemas de saúde. Porém, fique calmo. Para que o chumbo seja liberado no vinho em quantidades preocupantes é necessário que a bebida fique em contato com a taça durante várias e várias horas, dias mesmo. Ou seja, beba seu vinho tranquilamente, pois o tempo de contato dele com a taça é insignificante para que isso ocorra.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Um vinho de 1979... experiência única!

Weinert Cabernet Sauvignon 1979
Bodega y Cavas de Weinert S.A.



     Amigos, não preciso nem mencionar que a oportunidade de provar um vinho com 35 anos de idade é uma experiência inesquecível. Tive esta oportunidade graças aos meus amigos de Rosario que me presentearam no meu casamento com esta fantástica garrafa de vinho (além de outra que log vai estar no blog). Agradeço aos amigos pelo “regalo”, muito obrigado por me proporcionar esta experiência que não esquecerei.

    Não é comum encontrar vinhos no novo mundo com esta idade, e muito menos vinhos antigos bons para o consumo. Me sinto privilegiado por poder ter essa experiência... Muchas Gracias Amigos...

      A tentativa de avaliação abaixo ocorreu após 2 horas de decanter. Um pequeno acidente na rolha (inexperiência do Sommelier) não afetou a degustação.

Cor: vermelho telha, com brilho impressionante para a idade do vinho. Tons amarronados nas bordas, um pouco de resido que já era esperado para este vovô se nos referimos a vinhos Argentinos. Excelente estado de cor para idade.

Aroma: mesmo com muitos anos de garrafa este vinho demonstra ainda aromas de fruta, neste caso ameixas e uvas passa. Notas de couro, cogumelos, trufas. O álcool não se percebe o que deixa esse vinho interessantíssimo no olfato.

Boca: entra macio, aveludado e doce. Um vinho untuoso, com corpo e permanência. A fruta aqui também se pronuncia em boca, deixa o gosto de quero mais.

Nota: 88 pontos

Degustado por: Alexandre e Raquel

sábado, 10 de maio de 2014

Internacional lança linha de espumantes para comemorar novo estádio

Amigos, uma notícia não tão nova mas vale a pena compartilhar...

Saludos e bons vinhos

Alexandre Frio


   O Internacional, tradicional time gaúcho de futebol, resolveu lançar uma linha limitada e exclusiva de rótulos de espumantes para comemorar a reforma de seu estádio, o Beira Rio, reinaugurado no início de abril. Os rótulos comemorativos Beira-Rio Gold e Beira-Rio Brut foram produzidos pela Casa Valduga, uma dos mais importantes produtores da Serra Gaúcha.


   O Beira-Rio Gold possui rótulo metálico com as inicias SCI, miniatura do estádio, e a inscrição “Gigante para Sempre”, que deu nome ao projeto de modernização da casa colorada, além da data 05/04/2014, quando ocorreu a reinauguração oficial. O rótulo, resultado da seleção das melhores uvas Chardonnay e Pinot Noir do Vale dos Vinhedos e da evolução nas caves subterrâneas da Casa Valduga por 48 meses, foi desenvolvido para exaltar todas as conquistas do time. O preço sugerido é de R$ 198 (750 ml). 

   O Beira-Rio Brut tem rótulo colorido que destaca o escudo do clube, o desenho do estádio e o ano de 2014. O produto permaneceu 12 meses nas caves subterrâneas da vinícola para obter maturação sobre leveduras e possui aroma de frutas tropicais e pão tostado. O espumante desenvolvido para brindar o S.C. Internacional será comercializado nos tamanhos 750ml (R$ 38) e 1.500ml (R$ 152). Os torcedores do Colorado poderão adquirir os produtos a partir do dia 05 de maio, em lojas especializadas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viagem a França: Champagne parte 01 – Möet & Chandon

Amigos,

   Depois de um início de ano onde tive pouco tempo para dedicar para o Blog, retorno com algumas novidades. Quando escrevi este post estava no TGV (trem de alta velocidade da França) rumo a Paris terminando minha viagem por duas das regiões vinícolas mais importantes do mundo: a Champanhe e a Borgonha (ou Champagne e Bourgogne). Estive nestas duas regiões no final de Abril onde pude experimentar vinhos e champagnes espetaculares além de conhecer vinìcolas centenárias. Por isso o Entre Vinos y Charlas vai relatar também alguns detalhes da viagem que estão intimamente ligados com o vinho.

   Vamos começar com a Champagne, e nossa visita a Möet & Chandon.
   
  Saímos de Reims (capital da Champagne) e fomos para Epernay onde se diz ser a capital do Champagne (da bebida). Epernay uma cidade pequena que respira champagne, a principal avenida da cidade não poderia se chamar nada menos que Avenue de Champagne.



    Chegamos na Möet & Chandon as 11:00 para o tour e podemos conhecer detalhes desta casa:
Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris. O reinado de Luis XV coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVIII, já estava exportando a bebida para toda a Europa e Estados Unidos. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte. O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832, e a outra metade a seu filho, Victor Moët.



    Na visita podemos conhecer os quilômetros de caves da Möet que ajudam a formar os mais de 100 km de caves existentes em Epernay.




   Agora partindo para o que interessa, fizemos a visita com direito a degustação dos champagnes vintage 2004 da Möet & Chandon. Posso dizer que é simplesmente espetacular. A riqueza de aromas destes champagnes é incrível, e são servidos a uma temperatura de aproximadamente 12 °C que nos permitiu desfrutar ao máximo esta bebida.






Os champagnes vintage somente são produzidos em anos excepcionais, onde que o 2004 passou 7 anos em garrafa descansando nos quilômetros de caves de Epernay. Este espumante tem um potencial de guarda (sempre que armazenado nas condições ideais) de aproximadamente 20 anos.

Curiosidade: a Möet & Chandon é proprietária da marca Don Perignón (foto abaixo), este famoso e caríssimo champagne somente é feito em safras excelentes, ou seja, somente vintages.


Algumas garrafas de Don Perignón descansando.

   Trouxemos para casa uma garrafa do Rosé Vintage 2004 para ser tomado em um futuro não muito longe, foi uma excelente experiência e recomendo a todos que tenham a oportunidade de ir e visitar.




Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio