quarta-feira, 2 de abril de 2014

Borgonha cogita ter novos vinhedos Grand e Premier Cru

Região pode ganhar mais dois vinhedos Grand Cru em Pommard


      O Institut National des Appellations d'Origine (Instituto Nacional de Denominações de Origem – INAO) está cogitando classificar novos vinhedos como Grand Cru e Premier Cru (as duas principais classificações de vinhedos) na Borgonha. Os planos para a criação das novas classificações aparentemente estão “bem avançados” e serão confirmados somente em 2018, segundo o INAO.
    De acordo com o encarregado das exportações do Bureau Interprofessionnel des Vins de Bourgogne (BIVB), Nelly Blau, as regiões de Marsannay, na Côte de Nuits, Saint-Romain na Côte de Beaune e Pouilly-Fuissé, -Loché, -Vinzelles and Saint Véran, no Macôn, estão buscando adquirir status Premier Cru. Na região de Pommard, os dois vinehdos Le Rugiens, Les Épenots e Comte Armand Clos des Épeneaux, querem status Grand Cru.
     Nelly Blau explicou que, no caso da região Mâcon, não existe denominações Grand Cru para seus vinhedos devido a fatores históricos. Durante a II Guerra Mundial o exército alemão dividiu a região, deixando Mâcon sob domínio alemão. Os produtores de vinho foram obrigados a produzir vinhos de denominação Premier Cru, pois, segundo os governantes da época, vinhos com denominação abaixo disso seriam automaticamente requisitados pelo Wehrmacht.
    "Acreditamos que o potencial qualitativo é tão bom no Macôn quanto no resto da Borgonha. Estamos recuperando a nossa reputação", disse Frédéric Burrier do Château de Beauregard e presidente de Pouilly-Fuissé.

Maior fabricante de barricas do mundo agora no Brasil

Tonnellerie Demptos, fabricante com sede em Bordeaux chega ao mercado nacional representada pelo Grupo Kranz




A maior fabricante de barricas de carvalho do mundo acaba de ganhar uma casa no Brasil. Agora cabe ao Grupo Kranz, com sede em TrezeTilias, região montanhosa do meio oeste catarinense, a comercialização da marca no mercado de vinhos e cervejas no país. Criada em Bordeaux, na França, em 1825, a Demptos possui unidades na Espanha, Hungria, Estados Unidos e África do Sul e possui volume de negócios próximo a € 175 milhões anualmente. A empresa marca sua chegada com força ao mercado brasileiro durante a Envase Brasil, feira que ocorre em Bento Gonçalves (RS) de 8 a 11 de abril.

“Conhecemos a Demptos durante uma feira em Bordeaux, há alguns anos. Procurávamos barricas de carvalho para nossa vinícola, em Santa Catarina e sabíamos que se tratava da maior fabricante mundial. Quando chegamos ao estande da Demptos, conversamos com seus profissionais e conhecemos suas estruturas e metodologias entendemos porque tratava-se de algo diferenciado. Quem trabalha com Demptos recebe uma assistência e tem em sua produção um item que é fabricado de uma forma muito superior, com o cuidado que a madeira para esse fim necessita”, destaca o presidente do Grupo Kranz, Walter MelikKranz.

A chegada da Demptos com força em terras brasileiras ocorre devido à aposta no crescimento da produção de bebidas de alta gama no país. O Brasil produziu em 2013, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho, quase 50 milhões de litros de vinhos finos. “O Brasil é um mercado em amadurecimento e que irá crescer ao longo dos anos. Já trata-se de um ambiente importante e que possui tradição na utilização de barricas em outros segmentos, como o de cervejas artesanais e de destilados. Pensamos que há um futuro promissor”, destaca Kranz.

A Demptos possui um centro de referência mundial na pesquisa de barricas, localizado em La Rioja, na Espanha. De lá saem inovações e pesquisas que permitem a fabricação de variedades de barricas para os mais distintos tipos de produtos. Esse know-how chegará ao Brasil por meio de três linhas distintas, com as mais variadas formas de tosta, granulação e tipos de carvalhos.

domingo, 30 de março de 2014

Vinhas na Borgonha estão adiantadas em duas semanas

Amigos, frente a proximidade da minha viagem para as regiões vinículas da França (Champagne e Borgogne), tenho me interessado pelo lugar mais que o normal... abaixo uma notícia interessante sobre a safra na Borgogne, vamos ver em que pé vai estar na minha visita, espero que a geada não maltrate estas belezas!

Saludos e bons vinhos

Alexandre Frio

Começo de primavera quente fez com que o ciclo dos vinhedos avançasse



Depois de um 2013 muito frio, que atrasou o crescimento das vinhas de diversas regiões na França, o tempo mais quente deste começo de primavera deixa os produtores da Borgonha – que sofreram com geadas e tempestades no ano passado – mais animados. Devido ao calor, o ciclo de seus vinhedos está adiantado em duas semanas.

Por essa razão, produtores da Borgonha, especialmente de Côte d’Or, estão esperando por uma colheita mais produtiva para este ano. “Precisamos de uma grande colheita este ano. Precisamos repor nossos estoques”, afirmou o gerente de exportação da Pascal Bouchard, Emmanuel Guiroy.

No entanto, o temor atual dos proprietários é com relação à geada tardia que deve começar entre o fim de abrir e durar até meados de maio, pois ela pode ser responsável pela morte dos bulbos emergentes e, consequentemente, fazer com que a colheita seja reduzida. ”Nos últimos três anos, perdemos, efetivamente, uma colheita inteira”, contou a gerente de comunicação da Bouchard Père et Fils, Anne Leroy- Baroin.

A maioria dos produtores confessa estar preocupada com esses possíveis perigos e está consciente das precauções que devem ser tomadas. “Nós só precisamos ser vigilantes”, afirmou a co-proprietária do Domaine Alain Geoffroy, Nathalie Geoffroy.

Fonte: Revista Adega

sábado, 29 de março de 2014

El Enemigo que quero como amigo!

El Enemigo Malbec - 2008
Adrianna Catena & Alejandro Vigil



     Amigos a bastante tempo estou esperando para degustar este Malbec. Como poderão perceber abaixo a experiência foi muito boa. Este vinho é um projeto de Alejandro Vigil, enólogo da Catena Zapata, só poderia sair coisa boa....Vamos aos fatos!
Cor: vermelho bordô intenso, excelente brilho e limpidez boa densidade, um vinho de encher os olhos.

Aroma: aromas especiados, notas de ameixa, madeira perceptível, chocolate e baunilha aparecem no aroma. Uma festa para os sentidos, grande complexidade, um vinhaço!

Boca: um vinho untuoso, com entrada doce, e taninos equilibrados, muita fruta em boca, excelente permanência, um grande vinho, entra com certeza para os meus TOP 10 provados na Argentina.

Pontuação: 91 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

quarta-feira, 26 de março de 2014

Santo ofício... amém...

Amigos encontrei essa reportagem da Revista Adega (e outros blogs também) e achei muito interessante...

Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio

Vaticano tem o maior consumo de vinho per capita do mundo





Já parou para tentar descobrir qual país consome uma maior quantidade de vinho per capita? Você provavelmente irá descartar os Estados Unidos, pois, apesar de ser o maior mercado, também tem uma população enorme, ou seja, proporcionalmente acaba-se diluindo os valores per capita.
 Então, talvez seja a França, ou a Espanha ou, quem sabe, Itália? Não. Pense em uma porção territorial bem menor, pois, no fim, parece que o tamanho conta quando se analisa um tema como este. Então, é a Cidade do Vaticano que lidera a pesquisa. A cidade-estado, dentro de Roma, consome uma média de 74 litros de vinho por pessoa no ano, de acordo com a lista divulgada pelo Instituto de Vinho da Califórnia. Isso representa quase 105 garrafas consumidas na terra do Papa Francisco ao ano pelos meros 800 habitantes locais.
O segundo país da lista é o diminuto Luxemburgo, com 56 litros per capita ao ano. Na mesma lista, os franceses vêm em quinto lugar, com uma média de 45,6 litros de vinho por pessoa a cada ano. A Itália, em nono lugar, consome a modesta marca de 37,6 litros per capita. E os Estados Unidos? Apenas 10,5 litros por pessoa.
Abaixo uma lista com os primeiros 10 colocados


1º – Vaticano - População: 836 – Litros per capita: 62,2
2º – Andorra - População: 85.082 - Litros per capita: 50,69
3º – Luxemburgo – População: 509.074 – Litros per capita: 49,11
4º – Ilha Norfolk – População: 2.182 – Litros per capita: 46,29
5º – França – População: 65.630.692 - Litros per capita: 45,61
6º – Eslovênia - População: 1.996.617 – Litros per capita: 44,98
7º – Portugal - População: 10.781.459 - Litros per capita: 42,20
8º – Suiça – População: 7.655.628 – Litros per capita: 37,88
9º – Itália – População: 61.261.254 – Litros per capita: 37,63
10º - Saint Pierre e Miquelon – População: 5.831 – Litros per capita: 35,67


Continua o treino nos Pinots...

Viniterra Pinot Noir - 2008
Bodegas Viniterra



     Amigos, continuando o treino para a Borgonha, segue mais um pinot. Peço desculpas por ter estado distante do Blog em Março... vamos retomar o ritmo agora!

Vamos aos fatos.
Cor: um vinho com baixa intensidade e de um vermelho rubi característico dos Pinots, reflexos telha/ tijolo denunciando a idade.

Aroma: com muita fruta vermelha, notas adocicadas de frutos cristalizados, figo, um pouco especiado no final do nariz.

Boca: um vinho redondo, com sinais de evolução, macio e de boa permanência. O retrogosto de fruta deixa este Pinot ainda mais atrativo, recomendo e voltarei a comprar.

Pontuação: 85 pts

Saludos e bons vinhos

Degustado por: Alexandre Frio

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Interessante: Desvendando o formato da rolha do Champagne!



     A explicação para o formato exótico da rolha dos espumantes, que lembra a de um cogumelo (do tipo champignon) é que a rolha desenvolve essa forma devido a absorção do dióxido de carbono contido na garrafa. A pressão dentro de uma garrafa de vinho espumante é de 6 a 8 bars (bastante superior a do pneu do seu carro), o que torna seu ambiente interno muito diferente de uma garrafa de vinho tranquilo.

      A construção da rolha dos espumantes, com discos de cortiça maciça em sua parte inferior é mais elástica do que a parcela superior feita em cortiça granulada, absorvendo assim mais CO2 e se expandindo muito mais do que parte granulada, deixando assim após aberta a forma de champignon que conhecemos.

      Se colocarmos um vinho tranquilo numa garrafa de espumante com sua rolha especial, nunca encontraremos a forma de cogumelo ao abrir a garrafa. Esse fenômeno tem implicações práticas no armazenamento ideal dos vinhos espumantes e a melhor forma de otimizá-lo é guardar as garrafas de espumantes na vertical (de pé), ao contrário do que é recomendado para outros vinhos