quinta-feira, 3 de julho de 2014

Taças de vinho... qual a melhor? Capítulo 01

Amigos encontrei essa reportagam antiga na revista Adega, achei legal compartilhar, vamos divulgar aqui em 2 ou 3 posts....

Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio

     Se você está iniciando no mundo dos vinhos, é provável que já tenha se visto em frente a uma prateleira com diversas taças e pensado: "por que há tantas diferentes?" Para o iniciante, comprar uma taça é tão complicado quanto escolher o vinho. Mas, mesmo enófilos com alguma prática podem titubear diante da variedade.
    Então, a primeira atitude é entender por que há tantas taças de formatos diferentes. Da mesma maneira que determinados tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho também é necessário escolher a taça ideal.
     Hoje, "o formato é técnica pura", afirma Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA. Isso porque, após muitos estudos, os recipientes foram desenvolvidos para conduzir o vinho para a boca e o nariz de maneira a realçar cores, aromas e sabores do fermentado, o que influencia no resultado.            Para quem duvida, basta testar. Um paladar minimamente aguçado sentirá a diferença ao beber um mesmo vinho em taças completamente diferentes.

UMA PARA CADA VINHO??



Como cada vinho possui características únicas dependendo da uva (além de outros tantos fatores, mas vamos nos concentrar só neste por enquanto) com que é produzido, reza a lenda que é necessário ter uma taça para cada tipo. A marca austríaca Riedel, por exemplo, é uma das que acredita nesta premissa e possui cerca de 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva e/ou região do mundo.
Aí, você se pergunta: eu preciso de todas elas? Segundo André Wollny, representante da Spiegelau, "o consumidor, em casa, pode ter uma menor variedade de taças sem perder o prazer de beber vinho". Por isso a regra para iniciar o caminho é simplificar. Aqueles modelos que não podem faltar em sua casa, "são os adequados para os vinhos que gostamos de beber", diz Wollny. Porém, a primeira dica é ter uma taça "coringa" e o principal trunfo se chama ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.
Depois, é comum aconselhar que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux e Borgonha) e uma para espumantes. Se quiser, pode ainda ir além, com uma para rosados e uma para doces (apesar de a de vinho branco também servir para essa função). Mais adiante vamos detalhar como é o desenho de cada um desses recipientes e explicar o porquê de seus formatos.

MATERIAL

Para adquirir as suas taças, você deve prestar atenção a alguns detalhes. O primeiro é o material. Deixe de lado qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer de degustar um vinho também está em olhar para suas tonalidades, que dão dicas sobre o tipo de uva e idade da bebida.
Existem basicamente três opções: de cristal, cristal de vidro ou vidro. A diferença entre elas é a presença e o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem. O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse fator também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas. Por fim, em 2006, foram lançadas as taças "inquebráveis", feitas de um material chamado Kwarx, pela Mikasa, Schott Zwiesel e outros.

CHUMBO NÃO É TÓXICO?

Você pode estar se perguntando: "Chumbo não é um material tóxico? Como ele pode fazer parte da composição de taças? Isso não faz mal?" Sim, chumbo é um material tóxico e que, com o tempo, pode migrar do copo para os líquidos - especialmente os mais ácidos - e causar problemas de saúde. Porém, fique calmo. Para que o chumbo seja liberado no vinho em quantidades preocupantes é necessário que a bebida fique em contato com a taça durante várias e várias horas, dias mesmo. Ou seja, beba seu vinho tranquilamente, pois o tempo de contato dele com a taça é insignificante para que isso ocorra.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Um vinho de 1979... experiência única!

Weinert Cabernet Sauvignon 1979
Bodega y Cavas de Weinert S.A.



     Amigos, não preciso nem mencionar que a oportunidade de provar um vinho com 35 anos de idade é uma experiência inesquecível. Tive esta oportunidade graças aos meus amigos de Rosario que me presentearam no meu casamento com esta fantástica garrafa de vinho (além de outra que log vai estar no blog). Agradeço aos amigos pelo “regalo”, muito obrigado por me proporcionar esta experiência que não esquecerei.

    Não é comum encontrar vinhos no novo mundo com esta idade, e muito menos vinhos antigos bons para o consumo. Me sinto privilegiado por poder ter essa experiência... Muchas Gracias Amigos...

      A tentativa de avaliação abaixo ocorreu após 2 horas de decanter. Um pequeno acidente na rolha (inexperiência do Sommelier) não afetou a degustação.

Cor: vermelho telha, com brilho impressionante para a idade do vinho. Tons amarronados nas bordas, um pouco de resido que já era esperado para este vovô se nos referimos a vinhos Argentinos. Excelente estado de cor para idade.

Aroma: mesmo com muitos anos de garrafa este vinho demonstra ainda aromas de fruta, neste caso ameixas e uvas passa. Notas de couro, cogumelos, trufas. O álcool não se percebe o que deixa esse vinho interessantíssimo no olfato.

Boca: entra macio, aveludado e doce. Um vinho untuoso, com corpo e permanência. A fruta aqui também se pronuncia em boca, deixa o gosto de quero mais.

Nota: 88 pontos

Degustado por: Alexandre e Raquel

sábado, 10 de maio de 2014

Internacional lança linha de espumantes para comemorar novo estádio

Amigos, uma notícia não tão nova mas vale a pena compartilhar...

Saludos e bons vinhos

Alexandre Frio


   O Internacional, tradicional time gaúcho de futebol, resolveu lançar uma linha limitada e exclusiva de rótulos de espumantes para comemorar a reforma de seu estádio, o Beira Rio, reinaugurado no início de abril. Os rótulos comemorativos Beira-Rio Gold e Beira-Rio Brut foram produzidos pela Casa Valduga, uma dos mais importantes produtores da Serra Gaúcha.


   O Beira-Rio Gold possui rótulo metálico com as inicias SCI, miniatura do estádio, e a inscrição “Gigante para Sempre”, que deu nome ao projeto de modernização da casa colorada, além da data 05/04/2014, quando ocorreu a reinauguração oficial. O rótulo, resultado da seleção das melhores uvas Chardonnay e Pinot Noir do Vale dos Vinhedos e da evolução nas caves subterrâneas da Casa Valduga por 48 meses, foi desenvolvido para exaltar todas as conquistas do time. O preço sugerido é de R$ 198 (750 ml). 

   O Beira-Rio Brut tem rótulo colorido que destaca o escudo do clube, o desenho do estádio e o ano de 2014. O produto permaneceu 12 meses nas caves subterrâneas da vinícola para obter maturação sobre leveduras e possui aroma de frutas tropicais e pão tostado. O espumante desenvolvido para brindar o S.C. Internacional será comercializado nos tamanhos 750ml (R$ 38) e 1.500ml (R$ 152). Os torcedores do Colorado poderão adquirir os produtos a partir do dia 05 de maio, em lojas especializadas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Viagem a França: Champagne parte 01 – Möet & Chandon

Amigos,

   Depois de um início de ano onde tive pouco tempo para dedicar para o Blog, retorno com algumas novidades. Quando escrevi este post estava no TGV (trem de alta velocidade da França) rumo a Paris terminando minha viagem por duas das regiões vinícolas mais importantes do mundo: a Champanhe e a Borgonha (ou Champagne e Bourgogne). Estive nestas duas regiões no final de Abril onde pude experimentar vinhos e champagnes espetaculares além de conhecer vinìcolas centenárias. Por isso o Entre Vinos y Charlas vai relatar também alguns detalhes da viagem que estão intimamente ligados com o vinho.

   Vamos começar com a Champagne, e nossa visita a Möet & Chandon.
   
  Saímos de Reims (capital da Champagne) e fomos para Epernay onde se diz ser a capital do Champagne (da bebida). Epernay uma cidade pequena que respira champagne, a principal avenida da cidade não poderia se chamar nada menos que Avenue de Champagne.



    Chegamos na Möet & Chandon as 11:00 para o tour e podemos conhecer detalhes desta casa:
Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris. O reinado de Luis XV coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVIII, já estava exportando a bebida para toda a Europa e Estados Unidos. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte. O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832, e a outra metade a seu filho, Victor Moët.



    Na visita podemos conhecer os quilômetros de caves da Möet que ajudam a formar os mais de 100 km de caves existentes em Epernay.




   Agora partindo para o que interessa, fizemos a visita com direito a degustação dos champagnes vintage 2004 da Möet & Chandon. Posso dizer que é simplesmente espetacular. A riqueza de aromas destes champagnes é incrível, e são servidos a uma temperatura de aproximadamente 12 °C que nos permitiu desfrutar ao máximo esta bebida.






Os champagnes vintage somente são produzidos em anos excepcionais, onde que o 2004 passou 7 anos em garrafa descansando nos quilômetros de caves de Epernay. Este espumante tem um potencial de guarda (sempre que armazenado nas condições ideais) de aproximadamente 20 anos.

Curiosidade: a Möet & Chandon é proprietária da marca Don Perignón (foto abaixo), este famoso e caríssimo champagne somente é feito em safras excelentes, ou seja, somente vintages.


Algumas garrafas de Don Perignón descansando.

   Trouxemos para casa uma garrafa do Rosé Vintage 2004 para ser tomado em um futuro não muito longe, foi uma excelente experiência e recomendo a todos que tenham a oportunidade de ir e visitar.




Saludos e Bons vinhos
Alexandre Frio

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Borgonha cogita ter novos vinhedos Grand e Premier Cru

Região pode ganhar mais dois vinhedos Grand Cru em Pommard


      O Institut National des Appellations d'Origine (Instituto Nacional de Denominações de Origem – INAO) está cogitando classificar novos vinhedos como Grand Cru e Premier Cru (as duas principais classificações de vinhedos) na Borgonha. Os planos para a criação das novas classificações aparentemente estão “bem avançados” e serão confirmados somente em 2018, segundo o INAO.
    De acordo com o encarregado das exportações do Bureau Interprofessionnel des Vins de Bourgogne (BIVB), Nelly Blau, as regiões de Marsannay, na Côte de Nuits, Saint-Romain na Côte de Beaune e Pouilly-Fuissé, -Loché, -Vinzelles and Saint Véran, no Macôn, estão buscando adquirir status Premier Cru. Na região de Pommard, os dois vinehdos Le Rugiens, Les Épenots e Comte Armand Clos des Épeneaux, querem status Grand Cru.
     Nelly Blau explicou que, no caso da região Mâcon, não existe denominações Grand Cru para seus vinhedos devido a fatores históricos. Durante a II Guerra Mundial o exército alemão dividiu a região, deixando Mâcon sob domínio alemão. Os produtores de vinho foram obrigados a produzir vinhos de denominação Premier Cru, pois, segundo os governantes da época, vinhos com denominação abaixo disso seriam automaticamente requisitados pelo Wehrmacht.
    "Acreditamos que o potencial qualitativo é tão bom no Macôn quanto no resto da Borgonha. Estamos recuperando a nossa reputação", disse Frédéric Burrier do Château de Beauregard e presidente de Pouilly-Fuissé.

Maior fabricante de barricas do mundo agora no Brasil

Tonnellerie Demptos, fabricante com sede em Bordeaux chega ao mercado nacional representada pelo Grupo Kranz




A maior fabricante de barricas de carvalho do mundo acaba de ganhar uma casa no Brasil. Agora cabe ao Grupo Kranz, com sede em TrezeTilias, região montanhosa do meio oeste catarinense, a comercialização da marca no mercado de vinhos e cervejas no país. Criada em Bordeaux, na França, em 1825, a Demptos possui unidades na Espanha, Hungria, Estados Unidos e África do Sul e possui volume de negócios próximo a € 175 milhões anualmente. A empresa marca sua chegada com força ao mercado brasileiro durante a Envase Brasil, feira que ocorre em Bento Gonçalves (RS) de 8 a 11 de abril.

“Conhecemos a Demptos durante uma feira em Bordeaux, há alguns anos. Procurávamos barricas de carvalho para nossa vinícola, em Santa Catarina e sabíamos que se tratava da maior fabricante mundial. Quando chegamos ao estande da Demptos, conversamos com seus profissionais e conhecemos suas estruturas e metodologias entendemos porque tratava-se de algo diferenciado. Quem trabalha com Demptos recebe uma assistência e tem em sua produção um item que é fabricado de uma forma muito superior, com o cuidado que a madeira para esse fim necessita”, destaca o presidente do Grupo Kranz, Walter MelikKranz.

A chegada da Demptos com força em terras brasileiras ocorre devido à aposta no crescimento da produção de bebidas de alta gama no país. O Brasil produziu em 2013, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho, quase 50 milhões de litros de vinhos finos. “O Brasil é um mercado em amadurecimento e que irá crescer ao longo dos anos. Já trata-se de um ambiente importante e que possui tradição na utilização de barricas em outros segmentos, como o de cervejas artesanais e de destilados. Pensamos que há um futuro promissor”, destaca Kranz.

A Demptos possui um centro de referência mundial na pesquisa de barricas, localizado em La Rioja, na Espanha. De lá saem inovações e pesquisas que permitem a fabricação de variedades de barricas para os mais distintos tipos de produtos. Esse know-how chegará ao Brasil por meio de três linhas distintas, com as mais variadas formas de tosta, granulação e tipos de carvalhos.

domingo, 30 de março de 2014

Vinhas na Borgonha estão adiantadas em duas semanas

Amigos, frente a proximidade da minha viagem para as regiões vinículas da França (Champagne e Borgogne), tenho me interessado pelo lugar mais que o normal... abaixo uma notícia interessante sobre a safra na Borgogne, vamos ver em que pé vai estar na minha visita, espero que a geada não maltrate estas belezas!

Saludos e bons vinhos

Alexandre Frio

Começo de primavera quente fez com que o ciclo dos vinhedos avançasse



Depois de um 2013 muito frio, que atrasou o crescimento das vinhas de diversas regiões na França, o tempo mais quente deste começo de primavera deixa os produtores da Borgonha – que sofreram com geadas e tempestades no ano passado – mais animados. Devido ao calor, o ciclo de seus vinhedos está adiantado em duas semanas.

Por essa razão, produtores da Borgonha, especialmente de Côte d’Or, estão esperando por uma colheita mais produtiva para este ano. “Precisamos de uma grande colheita este ano. Precisamos repor nossos estoques”, afirmou o gerente de exportação da Pascal Bouchard, Emmanuel Guiroy.

No entanto, o temor atual dos proprietários é com relação à geada tardia que deve começar entre o fim de abrir e durar até meados de maio, pois ela pode ser responsável pela morte dos bulbos emergentes e, consequentemente, fazer com que a colheita seja reduzida. ”Nos últimos três anos, perdemos, efetivamente, uma colheita inteira”, contou a gerente de comunicação da Bouchard Père et Fils, Anne Leroy- Baroin.

A maioria dos produtores confessa estar preocupada com esses possíveis perigos e está consciente das precauções que devem ser tomadas. “Nós só precisamos ser vigilantes”, afirmou a co-proprietária do Domaine Alain Geoffroy, Nathalie Geoffroy.

Fonte: Revista Adega